Visão 2013

16 Março 2015

Preço da energia solar pode ficar 30% mais alto, avaliam agentes

As condições macroeconômicas de 2015 elevarão os preços da energia solar fotovoltaica no Leilão de Energia de Reserva marcado para 14 de agosto. O certame foi confirmado nesta segunda-feira, 16 de março, conforme publicação da Portaria MME 69/2015. O aumento da taxa de juros para o financiamento do BNDES, aumento da alíquota do PIS/Cofins em 2,5 pontos porcentuais para 11,75% para produtos importados e, o mais importante, a disparada do dólar ante o real são as condições que levarão ao aumento. A expectativa é de que esse aumento fique na mesma proporção da moeda norte-americana na comparação com os valores praticados no leilão de outubro do ano passado, ou seja, algo na casa de 30%.

De acordo com o presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, a tendência é de aumento na comparação com o ano passado. Contudo, ele preferiu não arriscar um indicador. Mas, em termos realistas há pressão sobre os preços dessa fonte de geração ante o que se viu no ano passado. Isso porque a maioria absoluta do capex que é necessário para esse tipo de usina é atrelada ao dólar em decorrência da necessidade de importação. “Dependemos bastante do câmbio, isso afeta diretamente o do setor e a competitividade. Na comparação com outubro do ano passado o dólar está R$ 0,81 mais alto, um aumento de 33%, a elevação do PIS e Confins foi de 27% ou 2,5 pontos porcentuais, enquanto a taxa do BNDES passou de 5% para 5,5% ao ano, elevação de 10%”, afirmou ele. “O problema para o setor não é a disponibilidade de equipamentos, mas sim a conjuntura macroeconômica brasileira”, acrescentou o executivo da ABSolar lembrando que do ponto de vista da energia fotovoltaica a tendência de preços é de queda no mercado internacional. Segundo ele, no ano passado esse recuo foi de 5% a 6%. Sauaia disse ainda que a entidade busca condições que a fonte eólica já possui como a isenção permanente do IPI, mas isso, para um cenário de médio e longo prazo. Outra medida que poderia melhorar as condições desse certame, disse Sauaia, é a extensão de 20 anos para 25 anos do contrato de energia de reserva e, consequentemente, da amortização do financiamento do BNDES. Esse prazo acabaria se concatenando com a atual estimativa de vida útil dos painéis fotovoltaicos. (Agência CanalEnergia – 16.03.2015)

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