Visão 2013

IFE Visão 2030 Informativo Eletrônico com os destaques da semana

IFE Visão 2030: nº 99 - de 21 a 27 de maio de 2015
lEditor:Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Novos Paradigmas de Consumo

1 Aneel deve apreciar em agosto aprimoramento da resolução 482 sobre microgeração 
2 CCEE estuda forma de ampliar acesso à microgeração 
3 Contratação de geração própria é colocada em dúvida por agentes 

 

Perspectivas da Matriz Elétrica

Abdan vê possibilidades reais de expansão da fonte nuclear nos próximos anos 
2 BYD vai implantar primeira fábrica de paineis fotovoltaicos no país 
3 Atlas vai orientar as instalações de painéis de energia solar no Rio 
4 Energia renovável já emprega 7,7 milhões de pessoas no mundo, segundo Irena 
5 Artigo de Zilmar de Souza (Unica): “Biomassa da cana atinge 10 mil MW, mas continuidade da expansão preocupa setor sucroenergético” 

 

Mobilidade Elétrica

1 Campinas adota táxis elétricos 
2 Empresa mineira aposta em veículos elétricos

 

Distribuição Inteligente

1 CPFL prepara-se para iniciar projeto de 'smart grid' 


Economia de Baixo Carbono

1 Esquemas de precificação de carvão valem pelo menos $ 50 bi 

 

Biblioteca Virtual do SEE

1 SOUZA, Zilmar de. “Biomassa da cana atinge 10 mil MW, mas continuidade da expansão preocupa setor sucroenergético”. Agência CanalEnergia. Rio de Janeiro, 26 de maio de 2015. 

 

Novos Paradigmas de Consumo

1 Aneel deve apreciar em agosto aprimoramento da resolução 482 sobre microgeração

A diretoria da Aneel deve deliberar no final de agosto sobre o aprimoramento da resolução 482, que trata da microgeração, segundo Tiago Correia, diretor relator do tema, que está em audiência pública até o dia 22 de junho. Entre os dispositivos sendo alterados está a ampliação da minigeração para projetos com até 5 MW, atualmente, exceto para hidrelétricas, que será 3 MW. O diretor disse que inicialmente a ideia era mexer em procedimentos burocráticos e outras questões que haviam surgido após a publicação, mas novas possibilidades para geração distribuída poderão ser abarcadas. A intenção é deixar claro a diferença entre compensação e a comercialização de energia. Isso porque com a criação do Valor de Referência para GD como está sendo analisado pelo ministério de Minas e Energia haverá incentivo para a compra desse energia pelas distribuidoras. A Empresa de Pesquisa Energética já enviou uma nota técnica para o MME sugerindo que esse VR seja maior que o valor atual, que reflete a média de todos os leilões realizados. o VR para GD vai refletir o valor da energia renovável, como a solar. As distribuidoras podem comprar até 10% da energia para atender a carga de GD renovável em leilões próprios. "Não pode haver confusão entre comercialização e compensação porque naquela tem tributação e na outra não", diferenciou Correia, em entrevista durante o Encontro Nacional dos Agentes do Setor Elétrico nesta quarta-feira, 27 de maio. Como a questão deve ser levantada pelos agentes durante a audiência pública, a Aneel não vai se furtar a analisar a questão, abrindo um ponto novo na resolução para esta distinção. Os comercializadores também querem vender os excedentes gerados através da figura do comercializador varejista. Isso pode abrir espaço para o aluguel de telhados para instalação de paineis fotovoltaicos ou mini aerogeradores, por exemplo. Correia chamou a atenção que talvez se faça necessário a utilização de dois medidores um para o consumo próprio, para compensação, e outro para a comercialização da energia. (Agência CanalEnergia – 27.05.2015)

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2 CCEE estuda forma de ampliar acesso à microgeração

A CCEE vai desenvolver um estudo com o objetivo de fomentar a geração distribuída por meio da resolução normativa 482 da Aneel. Segundo o presidente do Conselho de Administração da entidade, Rui Altieri, essa ideia surgiu depois de uma reunião com a diretoria da Abraceel. “É uma ideia que irá revolucionar, vamos formar nossa opinião e daremos nossa contribuição para a Aneel que colocará em seu ritmo processual normal”, disse ele, após sua participação na 12ª edição do Enase. De acordo com Altieri, essa contribuição não será apresentada no prazo da audiência pública que trata dos aprimoramentos da resolução da Aneel. Segundo ele, essa audiência é para pequenos ajustes à norma, os estudos levam para algo bem maior que deve ser resolvido por meio de um decreto. Reginaldo Medeiros, presidente da Abraceel, disse que a proposta é simples e envolve a venda da energia solar fotovoltaica no mercado livre e o comercializador varejista é quem atuaria como agregador de carga que esteja sobrando, ele mapeia e vende no mercado de atacado da CCEE. Hoje, da forma que está, avaliou Medeiros, só é possível com net metering em que há o sistema de compensação e, se houver sobra, a distribuidora fica com essa energia. (Agência CanalEnergia – 27.05.2015) 

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3 Contratação de geração própria é colocada em dúvida por agentes

A redução dos preços para a geração própria a diesel e gás natural indicada na nota técnica 77/2015 da Aneel, pode ser a sinalização de que o governo não quer mais contratar energia a qualquer preço. A combinação entre o recente aumento do nível dos reservatórios, projeção de queda do consumo e entrada em operação de novos empreendimentos traz a percepção de que as condições de operação do sistema elétrico nacional estão menos pressionadas quando o governo anunciou que pretendia contratar a capacidade de geração ociosa. E, hoje, a necessidade de contratar essa energia mais cara não parece ser consenso em Brasília, que pode ser notada pela demora em se definir as condições para a contratação. A retirada do tema da pauta da diretoria da Aneel causou estranheza ao mercado. A explicação dada é a de que se a agência avalia o tema teria duas opções: aprovar ou não a nota 77 da área técnica da agência reguladora. E quanto mais se adia a votação do tema menor é o prazo para a adoção da medida que tem validade até 18 de dezembro. De acordo com o diretor relator, José Jurhosa Júnior, o assunto foi retirado da pauta para que os membros da diretoria da agência avaliassem o tema. E negou que a redução do preço apontado na NT fosse o motivo da retirada. Segundo ele, não houve a reclamação por parte de agentes quanto à redução dos preços. Contudo, a Federação das Indústrias do Espírito Santo enviou uma correspondência indicando que o montante determinado na NT da Aneel inviabilizaria a participação das empresas ali instaladas e que poderiam colocar o equivalente a 2% da carga da distribuidora local. (Agência CanalEnergia – 20.05.2015) 

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Perspectivas da Matriz Elétrica

1 Abdan vê possibilidades reais de expansão da fonte nuclear nos próximos anos

Pregando por uma fonte com boas possibilidade de desenvolvimento no país, mas com grandes dificuldades para se viabilizar, a Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Atividade Nuclear viu nas declarações do ministro Eduardo Braga sobre a expansão do parque gerador nuclear um profissionalismo de quem vê que não pode excluir nenhum tipo de fonte da matriz e vai ter a necessidade de ter mais térmicas na base. Em entrevista à Agência CanalEnergia, Antônio Müller, presidente da Abdan, lembra que os atrasos na construção de Angra 3 não podem ser usados para dificultar um novo ciclo. Müller também quer a continuidade das negociações para que o agente privado possa ser dono dos empreendimentos. O executivo disse que para deslanchar o segmento é preciso superar gargalos como ter uma agência reguladora forte, desenvolvimento de recursos humanos e assegurar recursos para investimento. O presidente da Abdan participará da 12ª edição do Encontro Nacional dos Agentes do Setor Elétrico, que será realizada nos dias 27 e 28 de maio, no Rio de Janeiro (RJ), uma copromoção entre as 18 principais associações do setor elétrico e o Grupo CanalEnergia. Müller apontou que a matriz elétrica precisa possuir usinas de base seguras, ambientalmente amigável, econômica com fator de capacidade alto e acima de 90%. "A única tecnologia que atende estes requisitos é a nuclear. Além destes aspectos é importante ressaltar que o Brasil domina a tecnologia e possui importantes reservas de urânio", apontou. (Agência CanalEnergia – 26.05.2015) 

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2 BYD vai implantar primeira fábrica de paineis fotovoltaicos no país

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, David Barioni Neto, e a vice-presidente do Grupo BYD, Stella Li, anunciaram na última terça-feira, 19 de maio, investimentos de R$ 150 mi para instalação da primeira fábrica de painéis solares fotovoltaicos no Brasil. A meta da empresa é produzir 400 MW de painéis solares por ano. Na ocasião, a Apex e a BYD assinaram um memorando de entendimento para oficializar o investimento. A empresa vai instalar também um centro de pesquisa e desenvolvimento com foco em estudos e tecnologias para veículos elétricos, baterias, smart grid, energia solar e iluminação. Até 2017, o Grupo BYD pretende investir R$ 1 bi no Brasil. Para o diretor de relações governamentais da BYD Brasil, Adalberto Maluf, o investimento em painéis solares inaugura uma nova fase da energia limpa. Ele conta que será trazido uma tecnologia de ponta, chamada de double glass, paineis solares fotovoltaicos com maior eficiência e durabilidade em relação aos paineis convencionais. No ano passado, o grupo chinês aportou R$ 100 mi na instalação de uma fábrica de ônibus elétricos em Campinas (SP). Para o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, a chegada de uma nova planta para fabricação de painéis fotovoltaicos no Brasil deve ser celebrada não apenas pela geração de novos empregos, mas também por ser um estímulo para o desenvolvimento da indústria nacional. De acordo com ele, a nova unidade é um investimento em alta tecnologia, que estimulará a setores indiretos do nosso parque industrial. Já para David Barioni Neto, a concretização de aportes estrangeiros é uma decisão que envolve muito planejamento, por isso leva tempo para ser realizada. Segundo ele, muito além do dinheiro, o investimento representa um avanço tecnológico para o Brasil, inaugurando uma nova frente de produção energética. (Agência CanalEnergia – 20.05.2015) 

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3 Atlas vai orientar as instalações de painéis de energia solar no Rio

A partir do ano que vem será possível avaliar a capacidade de geração de energia nas diferentes regiões do estado do Rio de Janeiro. Após a medição in loco, desde dezembro passado, o Atlas Solarimétrico está agora na etapa de editoração dos dados. Com o objetivo de mapear os locais com disponibilidade do recurso solar, o atlas está sendo elaborado pelo programa Rio Capital da Energia, do governo do estado, em parceria com a empresa do Grupo Electricité de France (EDF) – Norte Fluminense, a PUC-Rio e a empresa EGPE Consult. A publicação completa será lançada no início de 2016. A coordenadora do Rio Capital da Energia, Maria Paula Martins, explicou que o projeto pretende estimular desde projetos de usinas fotovoltaicas de grande porte até o consumidor residencial. “Queremos uma geração de energia cada vez mais sustentável no estado do Rio. Essa é uma forma de fornecer para a sociedade dados que vislumbrem como instalar um painel desses e [esclarecer] que tipo de economia e benefícios se tem com esse tipo de energia”, disse. Maria Paula espera que a ferramenta também atraia potenciais investidores para bancar a parte da instalação dos painéis, que atualmente custam entre R$ 8 mil a R$ 12 mil a unidade. “Neste momento em que a energia elétrica está bastante elevada, está viabilizando qualquer instalação de painel fotovoltaico. Algumas distribuidoras, inclusive, veem com bons olhos esse tipo de geração solar, pois o acréscimo de energia na rede pode ser mais barato do que ter que comprar energia no mercado para entregar para o consumidor”, argumentou. (Agência Brasil – 26.05.2015) 

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4 Energia renovável já emprega 7,7 milhões de pessoas no mundo, segundo Irena 

A Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, na sigla em inglês) divulgou esta semana seu relatório anual de empregos, mostrando que o número de trabalhadores envolvidos com a energia renovável cresceu 18% no ano passado, chegando a 7,7 milhões de pessoas, direta e indiretamente, em relação a 2013. China, Brasil e Estados Unidos se destacam como principais mercados de trabalho no mundo. Os números excluem o das grandes hidrelétricas, que envolvem mais 1,5 milhão em empregos diretos. A cadeia de energia solar fotovoltaica se consolidou como a maior empregadora com 2,5 milhões de pessoas envolvidas. Ela é seguida por biocombustíveis líquidos, com 1,8 milhão trabalhadores, e energia eólica, que cruzou a marca de 1 milhão. Somente na China, são 3,4 milhões de empregados. O país é líder mundial em emprego nas indústrias solar fotovoltaica, aquecimento solar, hidreletricidade, biomassa e biogás. O Brasil se destaca como o maior empregador na indústria de biocombustíveis líquidos, com 845 mil empregados. A indústria eólica nacional viu o número de trabalhadores crescer 12% para 35,8 mil pessoas. No total, o país tem 934 mil pessoas empregas na cadeia renovável, segundo a Irena. (Agência CanalEnergia – 21.05.2015) 

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5 Artigo de Zilmar de Souza (Unica): “Biomassa da cana atinge 10 mil MW, mas continuidade da expansão preocupa setor sucroenergético”

O artigo de Zilmar de Souza, professor da FGV-SP e responsável pela área de bioeletricidade da única, trata da problemática do setor sucroenergético e da necessidade de expansão da bioeletricidade da cana. Terceira fonte mais importante da matriz de energia elétrica do Brasil, em termos de potência instalada, a biomassa da cana de açúcar acaba de atingir o marco de 10 mil MW em capacidade instalada efetivamente fiscalizada pela Aneel. Segundo o autor, estabelecer uma agenda positiva clara, estável e estimulante é importante não somente para a bioeletricidade, mas para a competitividade do etanol, para as fontes renováveis em geral, para o setor elétrico e para o setor de combustíveis – enfim, uma agenda sinérgica e que contribuirá para garantir segurança e sustentabilidade à matriz energética brasileira. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 27.05.2015) 

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Mobilidade Elétrica

1 Campinas adota táxis elétricos

A cidade de Campinas(SP) conta com os dois primeiros táxis elétricos do Brasil adquiridos diretamente por taxistas com permissão para trabalhar. Os veículos, produzidos por uma montadora chinesa e avaliado em R$ 230 mil, vão começar a circular já nesta semana e, além da emissão zero de ruído e poluentes, têm um custo de combustível de R$ 0,12 para cada quilômetro rodado. Para efeito de comparação, estudo do Inmetro aponta que o carro a álcool com melhor desempenho do Brasil gasta R$ 0,19 para cada quilômetro rodado na cidade, isso considerando o preço médio atual do etanol na região de R$ 1,77. Serão construídos alguns pontos de abastecimento na cidade, que, de acordo com informações da Prefeitura de Campinas, vão aumentar conforme o crescimento da frota. Com uma carga total da bateria, um táxi elétrico pode rodar cerca de 300 km. “Estes carros elétricos são hoje os mais usados no mundo pelos taxistas, pois economizam 75% do custo operacional. Praticamente custo zero”, explica Adalberto Malu, diretor de marketing da BYD, que produz os veículos. A primeira cidade do país a contar com táxi elétrico foi São Paulo, em 2013, mas os veículos faziam parte de um programa em parceria com uma montadora, ou seja, não foram adquiridos pelos taxistas. Projeto parecido foi desenvolvido no Rio de Janeiro e em Curitiba antes da chegada dos dois veículos a Campinas. Apesar de econômico, a tarifa cobrada pelos veículos elétricos será a mesma praticada pelos veículos abastecidos com outro tipo de combustível. Em Campinas, a bandeira 1 custa R$ 2,90 e a tarifa cobrada à noite, aos fins de semana e feriados, R$ 3,75. (G1 – 22.05.2015) 

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2 Empresa mineira aposta em veículos elétricos

A Renault anunciou a venda de seu furgão elétrico Kangoo Z.E. (Zero Emissão) para uma empresa de transportes, sediada em Contagem (MG). Este é o primeiro veículo elétrico de entregas a rodar em Minas Gerais. O modelo zero emissão de CO2 já é utilizado nas Entregas Porta a Porta (EPP) em Belo Horizonte. O Kangoo Z.E. é o primeiro furgão 100% elétrico disponível no mercado. A versão mantém as mesmas funcionalidades do Kangoo com motor de combustão interna, idêntico volume de carga (650 kg) e o mesmo padrão de acabamento. O modelo é equipado um pacote de baterias de íon-lítio que permite rodar 170 km com uma só carga e pode ser recarregado entre 6 e 8 horas, variando de acordo com a rede de energia da cidade. O motor elétrico é capaz de gerar 44 kW (60 cv) e 23 kgfm, levando o furgão a uma velocidade máxima de 130 km/h – limitada eletronicamente. O modelo da Renault não emite poluentes na atmosfera e consome 3KVA/16A de energia para rodar 120 km, o equivalente a um banho de 15 minutos com chuveiro elétrico. Um dos diferenciais do furgão elétrico, segundo a montadora francesa, é o quadro de instrumentos com indicadores de autonomia, capacidade da bateria e média de consumo instantâneo. À iniciativa da transportadora somam-se outros importantes projetos de mobilidade urbana 100% elétrica em curso no país, por meio de parcerias com instituições como a Itaipu Binacional, Centro para a Excelência e Inovação na Indústria Automóvel, Companhia Paulista de Força e Luz) Prefeitura Municipal de Curitiba, governo do Distrito Federal, Companhia Energética de Brasília e Grupo TPC. (Veiculo Eletrico – 29.04.2015) 

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Distribuição Inteligente

1 CPFL prepara-se para iniciar projeto de 'smart grid'

As cidades paulistas de Campinas, Ribeirão Preto, Sorocaba e Santos, além da gaúcha Caxias do Sul, serão as primeiras a receber os 2 milhões de medidores eletrônicos de consumo de energia que a CPFL está comprando. A instalação dos aparelhos, prevista para começar nos próximos meses, vai marcar o início da maior experiência nacional em redes inteligentes de energia, as chamadas "smart grids". A CPFL atende a 7,5 milhões de unidades consumidoras nos Estados de SP, RS, PR e MG. Com o avanço dos medidores eletrônicos, a companhia poderá reduzir as perdas ocasionadas por falhas ou fraudes nos aparelhos convencionais, que necessitam de um profissional para realizar manualmente a aferição do consumo. A expectativa é que a "smart grid" proporcione um ganho substancial de produtividade, com a possibilidade de que várias operações sejam feitas à distância. A "smart grid" também possibilita a adoção do sistema pré- pago, normatizado há um ano pela Aneel, mas que ainda está em fase embrionária no Brasil. A adoção do modelo, que é bastante semelhante ao utilizado na telefonia móvel, está em fase de estudos na CPFL. Com a rede inteligente, o consumidor poderá adquirir certa cota de energia e acompanhar o consumo, por exemplo, pelo celular, a fim de evitar surpresas indesejáveis na fatura. Segundo Franco, o sistema pré-pago pode ser uma opção interessante para comunidades específicas. Uma das polêmicas envolvendo essa questão no Brasil é justamente o que fazer em casos de inadimplência. Diferentemente da telefonia, a energia elétrica é considerada essencial e entidades de defesa do consumidor questionam os critérios de interrupção no fornecimento em caso de expiração dos créditos. O executivo da CPFL alertou que a colheita dos benefícios da "smart grid" ainda levará algum tempo. O investimento nas infovias já está na casa dos R$ 100 mi. Se somado ao que será desembolsado na compra, R$ 700 mi, e instalação dos medidores, a CPFL terá feito um investimento bastante significativo na modernização da rede. A empresa espera que, em um primeiro momento, esse aporte seja compensado nas tarifas de energia, que poderão ser reduzidas futuramente, quando os ganhos de produtividade e eficiência estiverem sendo colhidos. (Valor Econômico – 26.05.2015)

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Economia de Baixo Carbono

1 Esquemas de precificação de carvão valem pelo menos $ 50 bi

‘Carbon Princing Watch 2015’ mostra os estados dos sistemas de trocas de emisssão, que precificam as emissões de CO2 e são designadas para reduzir os gases do efeito estufa. Tais sistemas tiveram um aumento de seus valores de $ 32 bilhões em 2014 para $ 34 bilhões atuais. Tal aumento ocorreu pela entrada do sistema de trocas de emissão da Coreia do Sul e da expansão dos programas da California e de Quebec. (Energy Live News – 27.05.2015) 

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Biblioteca Virtual do SEE

1 SOUZA, Zilmar de. “Biomassa da cana atinge 10 mil MW, mas continuidade da expansão preocupa setor sucroenergético”. Agência CanalEnergia. Rio de Janeiro, 26 de maio de 2015.

Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

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Equipe de Pesquisa UFRJ e CPFL
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditor: Fabiano Lacombe
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Daniel Ferolla, Daniel Langone, Eduardo Mattos, Hugo Bastos, Kamaiaji Souza, Kesia da Silva Braga.

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos de vista da CPFL e da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

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