Visão 2013

IFE Visão 2030 Informativo Eletrônico com os destaques da semana

IFE Visão 2030: nº 98 - de 14 a 20 de maio de 2014
lEditor:Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Novos Paradigmas de Consumo

1 Brasileiro está preocupado com mudanças climáticas, aponta pesquisa 
2 Em pesquisa do Datafolha, 62% dos entrevistados estão dispostos a instalar um sistema de microgeração de energia solar 
3 CCEE aponta queda de 7% no consumo e 6,5% na geração de energia em maio 
4 ONS prevê queda maior no consumo de energia elétrica em maio 

 

Perspectivas da Matriz Elétrica

MME: Sistema deve receber 8 mil MW em 2016 
2 Comissão do Senado autoriza isenção de impostos para painéis solares 
3 Brasil terá fábrica de painéis solares da BYD 
4 Placas solares flutuantes serão instaladas na hidrelétrica de Balbina 
5 Mercado de energias renováveis cai 15% 
6 Eletronuclear estuda investir com sócio privado 
7 Construção de novas usinas nucleares com investimentos privados pode ter obstáculos legislativos 
8 Eletronuclear espera autorização de financiamento para Angra 3 ainda essa semana 

 

Mobilidade Elétrica

1 Ecoelétrico evita emissão de 6 toneladas de carbono em Curitiba 
2 Em fase de teste, São Luiz do Paraitinga recebe ônibus elétrico 
3 Veículos movidos a energia elétrica são testados em MG 
4 UnB: Dassault Systèmes para carro elétrico 
5 As receitas provenientes dos serviços de integração da malha de veículos devem chegar a $68 milhões de 2015 até 2024 
6 Vendas de motos e scooters elétricas devem chegar a 55 milhões entre 2015 e 2014 

 

Tendências Regulatórias

1 Distribuição não pagará outorga por renovação 
2 Aneel: Decreto que prorroga concessão de distribuidora sai esta semana 
3 Distribuidoras terão cinco anos para alcançar metas de qualidade da renovação 
4 Aneel diminui preço de energia de gerador a diesel e gás 


Economia de Baixo Carbono

1 Bank of America lança US$ 600 milhões em bônus verde

 

Modelos Setoriais Para a “Cidade do Futuro“

1 A tecnologia vai solucionar o caos do transporte urbano? 
2 MIT: relação com carros está mudando 

 

 

Novos Paradigmas de Consumo

1 Brasileiro está preocupado com mudanças climáticas, aponta pesquisa

O brasileiro está preocupado com as mudanças climáticas e acredita que o governo tem feito muito pouco para enfrentar o problema. É o que mostra uma pesquisa do Instituto Datafolha, encomendada pelo Observatório do Clima e pelo Greenpeace Brasil, para medir o conhecimento e o nível de preocupação da população brasileira com as mudanças climáticas e o grau de informação sobre a microgeração de energia solar, aquela que é colocada nos telhados das casas. Segundo a pesquisa, 91% dos entrevistados acreditam que as mudanças climáticas são causa de muita preocupação com o futuro do planeta e 95% acham que elas já estão afetando o Brasil. Nove em cada dez entrevistados apontaram que as crises na oferta de água e energia têm relação com as mudanças do clima, sendo que, para 74% desse total, há muita relação entre a falta de água e de luz e as alterações no clima. “A grande maioria dos brasileiros já conhece um pouco a respeito do tema e sabe apontar quais são suas causas; e também sabe apontar quais seriam, no caso do Brasil, as soluções, como o combate ao desmatamento, o investimento em energias renováveis e investimento em transporte coletivo”, afirmou Carlos Rittl, secretário executivo do Observatório do Clima. Para grande parte dos entrevistados (84% do total), o governo não faz nada, ou muito pouco, para enfrentar o problema. Entre as soluções apontadas, estão a redução do desmatamento (86% concordaram com essa afirmação), investimento em energias renováveis (83% do total) e melhorias no transporte coletivo (81%). “Dois terços dos entrevistados disseram ainda que esperam do Brasil uma liderança nas questões internacionais e que ajude no enfrentamento das mudanças climáticas”, disse o secretário executivo. (Agência Brasil – 18.05.2015)

<topo>

 

2 Em pesquisa do Datafolha, 62% dos entrevistados estão dispostos a instalar um sistema de microgeração de energia solar

Ao serem indagados sobre os causadores das mudanças climáticas, a maioria dos entrevistados da pesquisa do Instituto Datafolha, encomendada pelo Observatório do Clima e pelo Greenpeace Brasil, respondeu que o desmatamento (95% do total) contribui para o problema. Eles também apontaram a queima do petróleo (93% apontaram este problema), as atividades industriais (92%) e a queima do carvão mineral (90%) como causadores das mudanças climáticas. A pesquisa mostrou ainda que 62% dos entrevistados estão dispostos a instalar um sistema de microgeração de energia solar em casa. Diante da hipótese de ter acesso a uma linha de crédito com juros baixos e a possibilidade de vender o excesso de energia para a rede elétrica, o percentual de interessados subiu para 71%. “Essa fonte de energia é, sim, uma solução viável, e em escala, para o Brasil, desde que a gente tenha vontade política e tome decisões para investimentos adequados”, disse Rittl. Foram ouvidas 2,1 mil pessoas com mais de 16 anos e que vivem em 143 municípios de pequeno, médio e grande porte em todo o país. As entrevistas foram realizadas entre os dias 11 e 13 de março. A margem de erro do estudo é 2 pontos percentuais para cima ou para baixo. (Agência Brasil – 18.05.2015) 

<topo>

 

3 CCEE aponta queda de 7% no consumo e 6,5% na geração de energia em maio

Dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 12 de maio apontam redução tanto no consumo (-7%) quanto na geração (-6,5%) de energia elétrica no país, na comparação com o mesmo mês de 2014. O destaque é novamente para a produção das usinas eólicas, com 1.848 MW médios de energia entregues no mês, montante 143,1% maior que o registrado no ano passado. Já as usinas hidráulicas produziram 40.968 MW médios, uma queda de 4,6%, e representaram 71,8% da geração de energia no país, índice 1,5 pp maior que o registrado em 2014. O consumo de energia elétrica somou 54.733 MW médios, com queda tanto no mercado cativo quanto no livre. O consumo cativo, que registrou 40.882 MW médios, teve redução de 7%, enquanto os agentes livres apresentaram baixa de 9,3%, com consumo de 13.850 MW médios. Na análise do consumo pelos segmentos industriais que adquirem energia no ACL, os setores de extração de minerais metálicos (+6,4%), telecomunicações (+3,4%) e madeira, papel e celulose (+1,5%) foram os únicos que tiveram aumento do consumo no período. Os demais ramos da indústria registraram queda, com maior redução nos de bebidas (-22,4%), veículos (-20,8%) e saneamento (-16,2%). Houve baixa na geração (-18,5%) e no consumo (-12,4%) de energia dos agentes autoprodutores. Mesmo diante desses números, destacam-se o consumo das empresas autoprodutoras que atuam no segmento químico (+24,2%), e de manufaturados diversos (+21,3%), que apresentaram elevação significativa no período. A estimativa é de que as usinas hidrelétricas integrantes do MRE gerem o equivalente a 79% de suas garantias físicas, ou 39.328 MW médios em energia elétrica, na terceira semana de maio. (Agência CanalEnergia – 15.05.2015) 

<topo>

 

4 ONS prevê queda maior no consumo de energia elétrica em maio

O ONS reduziu a previsão de consumo de energia no SIN em maio, de 61.455 MW médios para 61.287 MW médios. O órgão passou a prever um recuo de 2% do consumo em relação a igual período do ano passado. A projeção anterior era de uma queda de apenas 0,9%. Com relação ao nível de estoque dos reservatórios hidrelétricos, o ONS ampliou a previsão de armazenamento dos lagos das usinas do subsistema SE/CO no fim de maio, de 36,1% para 36,3%. A revisão reflete uma melhoria na previsão de chuvas do ONS para o mês. O ONS também elevou, de 26,7% para 27,2%, a previsão de armazenamento nos reservatórios do NE no fim de maio. O aumento reflete uma estimativa de maior volume de chuvas na região neste mês, de 59% para 63% do histórico. Com relação ao Norte, o ONS ampliou em 0,2 pp a estimativa de armazenamento dos reservatórios no fim de maio, totalizando 82,8%. O operador espera que o volume de chuvas na região no mês fique 12% acima do histórico para o período, contra a previsão anterior de volume 6% maior que a média. Já para o Sul, a expectativa de armazenamento dos lagos das usinas da região no fim de maio, passou de 42,3% para 32,9%. A redução reflete a significativa mudança da expectativa de chuvas para a região, que passou de 7% acima da média para apenas 65% do histórico para o período. O CMO nos subsistemas SE/CO, Sul e NE para a próxima semana foi fixado em R$ 442,06 por MWh. Com isso, espera-se que o PLD de R$ 388,48/MWh. Para o Norte, o ONS elevou o CMO para a próxima semana, dos atuais R$ 92,96/MWh para R$ 107,69/MWh. Com isso, é possível que o preço de energia de curto prazo para a região sofra um aumento para a próxima semana. (Valor Econômico – 15.05.2015) 

<topo>

 

Perspectivas da Matriz Elétrica

1 MME: Sistema deve receber 8 mil MW em 2016

Cerca de 8 mil MW entrarão em operação no sistema em 2016 e outros 11 mil MW entrarão em operação em 2017, de acordo com Altino Ventura Filho, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia. Esse montante deve afastar qualquer tipo de estresse ao sistema, como os que vêm acontecendo nos últimos dois anos. "Será um choque de oferta, é um montante significativo que diante de um mercado mais reduzido que estamos tendo, traz uma situação que tende a caminhar para o conforto", explicou ele. Ainda de acordo com Ventura, essa energia virá de usinas em fase final de construção que foram viabilizadas em leilões A-5 realizados em 2011 e 2012 e de outros leilões. (Agência CanalEnergia – 18.05.2015) 

<topo>

2 Comissão do Senado autoriza isenção de impostos para painéis solares

Para reduzir o custo dos sistemas de conversão de energia solar em energia elétrica, a Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado aprovou projeto que isenta do Imposto sobre Produtos Industrializados, de PIS/Pasep e da Cofins painéis fotovoltaicos e outros componentes dessa modalidade de energia renovável, fabricados no país. O autor da proposta (PLS 167/2013), senador Wilder Morais (DEM-GO), também prevê isenção do Imposto de Importação para componentes fabricados em outros países, até que haja similar nacional equivalente ao importado, em padrão de qualidade, conteúdo técnico, preço e capacidade produtiva. Conforme observa o autor, o alto preço dos painéis solares no Brasil representa um obstáculo ao maior aproveitamento da energia solar no país. Ele afirma que a disseminação de células fotovoltaicas em telhados de casas e fachadas de edifícios na Europa decorre de incentivos tributários inseridos na legislação dos países da União Europeia. O relator da matéria na CI, senador Blairo Maggi (PR-MT), também avalia que o potencial brasileiro de uso de energia solar está subaproveitado e acredita que a redução de custos, a partir da desoneração proposta, dinamizará a produção alternativa de energia no país. Ainda de acordo com o senador, é estimado um aumento do consumo de energia elétrica em torno de 46% até 2023, especialmente na indústria, sendo urgente a necessidade de incentivo a novas fontes. (Agência CanalEnergia – 15.05.2015) 

<topo>

3 Brasil terá fábrica de painéis solares da BYD

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), David Barioni, e a vice-presidente do Grupo BYD, Stella Li, anunciam nesta terça-feira (19), investimentos de R$ 150 milhões para instalação da primeira fábrica de painéis solares fotovoltaicos no Brasil. A meta da empresa é produzir 400 MW de painéis solares por ano. Na ocasião, a Agência e a BYD assinarão um memorando de entendimento para oficializar o investimento. A cerimônia acontece no Palácio do Planalto, no âmbito da visita do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang. A BYD Energy faz parte do Grupo BYD, gigante chinês que emprega 180 mil pessoas em 15 unidades instaladas em várias partes do mundo. Desde 2011, o grupo prospecta o mercado brasileiro e, desde então, conta com o apoio da Apex-Brasil, agência vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). No ano passado, o grupo chinês aportou R$ 100 milhões na instalação de uma fábrica de ônibus elétricos em Campinas (SP). O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, acredita que a chegada de uma nova planta para fabricação de painéis fotovoltaicos no Brasil deve ser celebrada não apenas pela geração de novos empregos, mas também por ser um estímulo para o desenvolvimento da indústria nacional. "Esta nova unidade é um investimento em alta tecnologia, que estimulará a setores indiretos do nosso parque industrial. São novos postos de trabalho, em um setor de grande adensamento tecnológico. Há muitos fatores positivos nesta operação". A Apex-Brasil apoia empresas estrangeiras com informações sobre o mercado brasileiro, análise de custos operacionais, localização de áreas para instalação da fábrica e, principalmente, na interlocução governamental nas três esferas: federal, estadual e municipal. A empresa vai instalar também um centro de pesquisa e desenvolvimento com foco em estudos e tecnologias para veículos elétricos, baterias, smart grid, energia solar e iluminação. O centro e a nova fábrica de painéis também serão instalados em Campinas."Creio que o nosso compromisso com a tecnologia e a inovação em tudo o que fazemos, trará aos brasileiros uma alternativa em energia renovável para enfrentar os desafios futuros, e viver uma vida mais saudável e mais gratificante", afirma a vice-presidente sênior da BYD, Stella Li. Até 2017, o Grupo BYD pretende investir R$ 1 bilhão no Brasil. Para o diretor de relações governamentais da BYD Brasil, Adalberto Maluf, o investimento em painéis solares inaugura uma nova fase da energia limpa. "Traremos uma tecnologia de ponta, chamada de double glass, que significará painéis solares fotovoltáicos com maior eficiência e durabilidade em relação aos painéis convencionais. Com isso, a geração limpa e descentralizada será cada vez mais competitiva no Brasil". (Brasil 247 – 19.05.2015) 

<topo>

4 Placas solares flutuantes serão instaladas na hidrelétrica de Balbina 


Uma medida pioneira será implantada na área alagada que abastece a hidrelétrica de Balbina, no Amazonas. Segundo o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, a área será usada para a geração de energia elétrica por meio de placas solares que serão instaladas em flutuadores que ficarão em cima dos reservatórios de água. A instalação das placas faz parte do conjunto de medidas que o governo federal vem efetuando para amenizar a crise do setor elétrico e diversificar a matriz energética do país. O ministro informou que o prazo para a instalação do projeto é de quatro meses. (Ambiente Energia – 19.05.2015) 

<topo>

5 Mercado de energias renováveis cai 15%

O mercado internacional de energias renováveis sofreu uma queda no primeiro trimestre de 2015. Segundo levantamento da consultoria Bloomberg New Energy Finance (BNEF), a queda, liderada por Brasil e China, seria de 15%. Apesar da má notícia, a BNEF afirma que os investimentos este ano teriam ficado mais ou menos igual aos do mesmo período no ano passado, sabendo que o primeiro trimestre de cada ano é historicamente o mais fraco do ano. Os dados do relatório apontam que de janeiro a março deste ano foram investidos US$50,5 bilhões – incluindo investimentos de fundos em equity e financiamento de projetos. Este valor ficou abaixo dos US$59,3 bilhões investidos no mesmo período de 2014. (Ambiente Energia – 19.05.2015) 

<topo>

6 Eletronuclear estuda investir com sócio privado

O governo planeja abrir para a participação de empresas privadas, em parceria com a estatal Eletronuclear, a construção de novas usinas nucleares no Brasil, após Angra 3. A sinalização foi dada ontem pelo diretor de Planejamento, Gestão e Meio Ambiente da companhia, Leonam Guimarães. Em parceria com a FGV, a estatal entregou este ano ao MME um estudo sobre a viabilização de parceiros privados na implantação de novas nucleares no Brasil. O documento propõe um modelo com três medidas para a atração de investidores. A primeira é que o licenciamento ambiental fique a cargo da própria Eletronuclear. A segunda prevê que a União dê garantias para o financiamento do empreendimento pelo investidor. E a última consiste na elaboração de um contrato de suprimento de energia de longo prazo, no qual haverá uma receita fixa pela energia fornecida. Na prática, explicou Leonam, a Eletronuclear ficará responsável pela operação da usina e terá direito a um determinado percentual da receita com o fornecimento de energia da térmica. O percentual restante será objeto de leilão entre os investidores. Aquele que aceitar o menor percentual vencerá o contrato. Após o leilão, o investidor assumirá a construção da usina e eventualmente poderá ter uma participação na operação da térmica. O risco de construção da planta nuclear será da empresa privada. A proposta já é discutida no MME e tem a simpatia do gestor da pasta, Eduardo Braga. A estimativa oficial do governo para a expansão da energia nuclear continua sendo o PNE 2030, que prevê a implantação de pelo menos quatro novas nucleares, de 1 mil MW de capacidade cada, nos próximos 15 anos. Um novo estudo, com horizonte até 2050, porém, está em elaboração pela EPE e deve ser divulgado ainda este ano. (Valor Econômico – 20.05.2015) 

<topo>

7 Construção de novas usinas nucleares com investimentos privados pode ter obstáculos legislativos

Eletronuclear e o governo estudam abrir participação de empresas privadas em contruções de novas usinas nucleares. Porém, apesar de o diretor de Planejamento, Gestão e Meio Ambiente da Eletronuclear, Leonam Guimarães, afirmar que não seria necessário alterar a Constituição, para abrir o setor para a participação de investidores privados, existem opiniões contrárias. A Carta Magna determina que a União tenha o monopólio sobre a atividade nuclear no país. Para o diretor-presidente da Abdan, Antonio Müller, porém, é necessária, de fato, uma mudança na Constituição para dar segurança jurídica aos investidores privados. "Achamos que a solução é por meio de uma PEC [proposta de emenda constitucional]", disse o executivo. (Valor Econômico – 20.05.2015)

<topo>

8 Eletronuclear espera autorização de financiamento para Angra 3 ainda essa semana 


Com relação à Angra 3, obra de 1.405 MW em implantação no litoral Sul do Rio de Janeiro, a Eletronuclear espera assinar esta semana com a Caixa Econômica Federal o acordo para o financiamento de R$ 3,8 bi para os componentes importados do projeto, segundo Leonam. Ele explicou ainda que, em paralelo, a Eletrobras, controladora da Eletronuclear, solicitou à Aneel a atualização da tarifa de energia da usina e a alteração da data de início de fornecimento de energia da térmica. "É um processo que está em andamento e que aguardamos que culmine com uma portaria do ministério de Minas e Energia estabelecendo um novo valor e uma nova data de entrada em operação [da usina]", afirmou. A Eletrobras pediu a postergação do início de operação de Angra 3, de meados de 2016 para dezembro de 2018. Com relação à tarifa, a estatal solicitou uma revisão para algo em torno de R$ 260 por MWh. O preço original da energia da usina, definido em 2009, era de R$ 148 o MWh, o equivalente a pouco mais de R$ 200 o MWh, corrigido a valores de hoje. Segundo Leonam, quando a Aneel aprovar o novo valor da tarifa de Angra 3, a Eletronuclear espera negociar um complemento do financiamento da parte nacional da usina com o BNDES. "Com o valor da tarifa atual, não temos índice de cobertura da dívida para pedir mais [financiamento]", explicou o diretor da estatal. De acordo com a Eletronuclear, o investimento total previsto para Angra 3 é de R$ 14,9 bi. (Valor Econômico – 20.05.2015)


<topo>

 

Mobilidade Elétrica

1 Ecoelétrico evita emissão de 6 toneladas de carbono em Curitiba

Na véspera de completar um ano de operação, no próximo dia 5 de junho, o projeto-piloto Curitiba Ecoelétrico, desenvolvido por Itaipu Binacional, em parceria com a Prefeitura de Curitiba, Aliança Renault-Nissan e Centro para a Excelência e Inovação na Indústria Automóvel (Ceiia), de Portugal, poupou o céu da capital paranaense de receber quase seis toneladas de dióxido de carbono, um dos principais gases responsáveis pelo aquecimento global. O número equivale a 4.722 litros de gasolina, ou 29,5 barris de petróleo (considerando 160 litros de combustível para cada barril de petróleo). Neste período de quase um ano, os doze veículos elétricos que integram a frota do projeto percorreram 47.226 quilômetros, o suficiente para dar, com sobra, uma volta inteira na Terra pela linha do Equador. Os dados serão apresentados nesta quarta-feira (20), às 16h30, em Curitiba, pela diretora financeira executiva da binacional, Margaret Groff, dentro da programação do Smart City Business América Congress & Expo. Considerado o maior evento da América Latina sobre sustentabilidade nas cidades, o congresso reúne – de 19 a 21 de maio – especialistas de todo o mundo para falar sobre ideias e soluções para as cidades inteligentes. O Curitiba Ecoelétrico integra o Programa de Mobilidade Inteligente (Mob-i) de Itaipu, ao lado dos pilotos Brasília Ecomóvel e Mob-i ONU, ambos desenvolvidos na capital federal, e o Mob-i Itaipu, em Foz do Iguaçu. Além dos carros elétricos, o projeto conta com postos para abastecimento (os eletropostos) e utiliza a plataforma Mobi.me, aplicativo que fornece em tempo real indicadores como o dinheiro poupado em abastecimento, o CO2 que deixou de ser emitido na atmosfera e o número de quilômetros rodados. Um estande de Itaipu no Smart City Business América Congress vai apresentar detalhes de cada projeto-piloto do Mob-i, além de expor um dos veículos que compõem a frota de elétricos da usina – o compacto elétrico Renault Twizy, montado dentro da própria Itaipu. (Itaipu – 19.05.2015) 

<topo>

2 Em fase de teste, São Luiz do Paraitinga recebe ônibus elétrico

Sem combustível ou emissão de poluentes. O conceito de um ônibus movido a eletricidade, com carga rápida, é aposta em tecnologia sustentável. O protótipo está disponível em São Luiz do Paraitinga (SP) e oferece passeios gratuitos para interessados. O veículo faz parte do projeto Cidade Inteligente, implantando na cidade no ano passado pela concessionária de energia Elektro. Além do ônibus, o município também recebeu bicicletas elétricas e, em todas as casas, estão sendo instalados novos medidores de energia, que vão permitir que a população faça o gerenciamento do consumo. O ônibus elétrico fica em um ponto ao lado da rodoviária de São Luiz. No local, há uma espécie e base de energia, que permite conexão entre o veículo e dispositivos que transmitem eletricidade. De acordo com o engenheiro eletricista da concessionária Matheus Lourenço, o ônibus pode ser recarregado em até 15 segundos. “O ônibus não tem bateria, mas sim um ultra capacitor para carregamento rápido. Ele é carregado em segundos enquanto está parado, para passageiros subirem e descerem. O conceito oferece uma autonomia para que o veículo chegue até o próximo ponto com a carga”, explica Lourenço. Em São Luiz, o protótipo chega a rodar cerca de um quilômetro após ser carregado. Os passeios podem ser feitos por grupos interessados em conhecer o conceito. A ideia é apresentar a tecnologia desenvolvida pela empresa e levá-la para outros municípios. “Temos recebido pessoas e até prefeituras interessadas em levar a tecnologia para integrar o transporte público em outros locais”, afirmou o engenheiro. Desde o início do ano, a concessionária também disponibilizou sete bicicletas a bateria para a população. Elas estão disponíveis ao lado do Mercado Municipal e podem ser utilizadas a partir de um cadastro feito pelo usuário na internet. “Elas não são mobiletes, contam apenas com uma bateria que dá um ‘empurrãozinho’ para o ciclista conforme as pedaladas”, explica. Além disso, desde o ano passado, cerca de seis mil casas da cidade, que possui pouco mais de 10 mil habitantes, começaram receber novos medidores para auxiliar no gerenciamento de consumo de cada cliente. Pela internet, o consumidor poderá ter controle dos gastos, acompanhando diariamente o consumo registrado. Os medidores estão em fase de implantação e devem começar funcionar até o final deste ano. O projeto piloto elegeu oito cidades do Brasil para receberem ferramentas deste conceito de cidade inteligente. De acordo com a empresa São Luiz foi escolhida por ser uma cidade pequena e com um ambiente favorável a aplicação do modelo. (G1 – 18.05.2015) 

<topo>

3 Veículos movidos a energia elétrica são testados em MG

Uma empresa de mineração em Araxá, Minas Gerais, incluiu na sua frota veículos híbridos movidos a energia elétrica. A novidade chegou como uma alternativa para enfrentar os altos preços da gasolina praticados recentemente no país. Para a fabricação do combustível, é usado o metal nióbio, um composto utilizado no aço, uma matéria-prima da própria empresa. O modelo de veículo testado é o de uma moto, feita nos Estados Unidos, que é 20% a 30% mais leves e polui menos. Para a fabricação, é usado o metal nióbio, um composto utilizado no aço. Além do motor na roda, é possível circular por até 100 quilômetros sem abastecer. Após algumas horas de recarga em uma tomada conectada a energia elétrica, o veículo pode trafegar novamente. (Ambiente Energia – 14.05.2015) 

<topo>

4 UnB: Dassault Systèmes para carro elétrico

A Dassault Systèmes está expandindo seu programa educacional no Brasil com uma parceria com a Universidade de Brasília (UnB). O acordo envolve o uso de soluções da Dassault Systèmes para o desenvolvimento de um projeto que prevê a produção de um carro elétrico para o Fórmula SAE. “Esta é uma importante iniciativa acadêmica por permitir aos alunos o acesso à tecnologia e a recursos utilizados por engenheiros da indústria em seu dia a dia”, afirma Luciana Correa, responsável pelo desenvolvimento de negócios para o setor acadêmico para a América Latina na Dassault Systèmes. O pacote de licenças acadêmicas disponibilizado inclui o “PLM Discover” baseado na plataforma 3DExperience da Dassault Systèmes. A plataforma 3D integrada tem uma interface única que oferece recursos para desenho, simulações de produto e processos de manufatura, permitindo que as equipes desenvolvam o projeto de maneira 100% virtual antes de iniciar a produção. Além disso, é uma plataforma que tem como base a colaboração, permitindo que a equipe gerencie documentação e faça revisões de projeto à distância. “Os alunos terão a oportunidade de desenvolver um projeto diferenciado e moderno, antes mesmo de ingressarem no mercado de trabalho”, diz Henrique Gomes de Moura, professor da Universidade de Brasília. Segundo ele, os estudantes são inseridos no contexto da engenharia de desenvolvimento no Fórmula SAE e possuem trabalhos que vão além do desenvolvimento do produto, incluindo metas, prazos, planejamento, definição de conceito e prototipagem, chegando até a produção do carro para a competição. O Projeto Fórmula SAE é uma competição de desenvolvimento de produto, em que os estudantes devem conceber, projetar, fabricar, e competir com pequenos carros de corrida. O faturamento total da Dassault Systèmes em 2014 foi de € 2,2 bilhões, um valor 14% maior do que o registrado no ano anterior. Em 2015, o objetivo da empresa é ter uma alta de aproximadamente 12% no faturamento. A Dassault Systèmes atende a mais de 190 mil clientes em mais de 140 países. (Baguete – 15.05.2015) 

<topo>

5 As receitas provenientes dos serviços de integração da malha de veículos devem chegar a $68 milhões de 2015 até 2024

Um recente estudo da Navigant Research analisa as oportunidades de mercado para as tecnologias de VGI (integração veículo – rede) serem usadas para garantir confiança e estabilidade à rede, incluindo previsões para o mercado global para os veículos elétricos e capacidade e receita de VGI até 2024. “Agora que o mercado para os veículos elétricos começa a se solidificar, com as vendas globais superando 320 mil em 2014, testes pilotos de tecnologias VGI devem surgir com mais freqüência”, disse Scott Schepard, pesquisador analista da Navigant Research. A estimação é que a receita dos serviços de VGI cheguem a $ 68 milhões entre 2015 e 2024. (EV Wind – Espanha – 19.05.2015) 

<topo>

6 Vendas de motos e scooters elétricas devem chegar a 55 milhões entre 2015 e 2014

Um recente estudo da Navigant Research examina o mercado global para motos elétricas, scooters e as tecnologias para suas baterias, incluindo previsões globais para veículos de duas rodas e suas respectivas baterias até 2024. Juntos, o crescente interesse das grandes manufatureiras e a queda dos custos das baterias oferecem uma oportunidade para mudar drasticamente o panorama de mercado para motos e scotters elétricas. De acordo com a Navigant Research, as vendas destes veículos de duas rodas devem chegar a 55 milhões entre 2015 e 2024. (EV Wind – Espanha – 20.05.2015) 

<topo>

 

Tendências Regulatórias

1 Distribuição não pagará outorga por renovação

A decisão do governo de renovar as concessões de distribuição sem exigir o pagamento de outorga "foi uma vitória do setor", segundo o diretor da Aneel André Pepitone. O órgão aguarda, para esta semana, a publicação do decreto com as condições gerais de renovação dos contratos de 41 distribuidoras. A lista inclui Cemig, Copel, Celg e seis distribuidoras da Eletrobras. Para Pepitone, o setor tem motivo para comemorar, ao se livrar de desembolsos bilionários. A ideia era defendida pela equipe econômica do governo que tentou ampliar arrecadação para cumprir a meta fiscal. "O importante é que esse recurso fique dentro do setor elétrico, sendo investido na própria distribuidora e, em última instância, buscando garantir a qualidade do serviço para o consumidor de energia", afirmou. Ontem, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse que tomou as últimas providências para a publicação do decreto. Isso envolveu o envio de informações tanto à Advocacia Geral da União (AGU) como à Justiça Federal, que exigiu esclarecimentos sobre a hipótese de renovação automática. Pepitone ressaltou que, mesmo sem o pagamento de outorga, a distribuidora terá que arcar com novos investimentos. "Na realidade, ela terá um ônus sim. Como a gente estabelece um prazo de cinco anos para resgatar a qualidade do serviço, temos duas frentes de ação: a gestão e, sobretudo, o aporte em ativos para resgatar a qualidade do serviço", afirmou. (Valor Econômico – 20.05.2015) 

<topo>

 

2 Aneel: Decreto que prorroga concessão de distribuidora sai esta semana

O decreto presidencial que definirá as condições gerais de prorrogação das concessões das distribuidoras de energia elétrica deve sair até o fim desta semana, informou o diretor da Aneel, André Pepitone. A agência aguarda a edição do decreto para estabelecer os critérios específicos da renovação dos contratos. Com a expectativa de publicação do texto do decreto até a semana passada, a Aneel chegou a colocar na pauta da reunião da diretoria a proposta de abertura de audiência pública com o objetivo de discutir com o setor os modelos de termo aditivo e contrato para a prorrogação das concessões de distribuição. Pelo fato de o decreto não ter saído ainda no “Diário Oficial da União” (DOU), a proposta de audiência pública foi retirada da pauta da diretoria. Pepitone assegurou que, tão logo o decreto for publicado, será convocada uma reunião extraordinária da diretoria da Aneel com o objetivo de abrir audiência sobre tema. Mais de 30 distribuidoras estarão com os contratos de concessão vencidos no dia 7 de julho. (Valor Econômico – 20.05.2015)

<topo>

 

3 Distribuidoras terão cinco anos para alcançar metas de qualidade da renovação

As bases para a renovação dos contratos de concessão das distribuidoras estarão fundadas não apenas nos critérios de qualidade já anunciados pelo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, como também na saúde financeira das empresas. Todas as 39 concessões que vencerão até 2017 serão prorrogadas, mas as distribuidoras terão um período de transição de cinco anos para se enquadrarem nos limites dos indicadores que medem a DEC e a FEC das interrupções no fornecimento de energia. Caso não atinjam as metas estabelecidas, elas poderão perder a concessão. O modelo com as regras gerais de renovação foi apresentado na semana passada. Além da adequação aos indicadores de qualidade, o governo vai condicionar a manutenção dos contratos ao equilíbrio econômico-financeiro das empresas ao fim da etapa de transição, o que significa ter um fluxo de caixa mínimo capaz de sustentar os investimentos e pagar as dívidas. O decreto presidencial com as regras deveria ter sido publicado no dia 15 de maio, e a expectativa do setor é de ele seja editado durante esta semana. “Já passou da hora”, afirma o presidente da Abradee, Nelson Leite. A maioria das empresas (36 das 39 com concessões vincendas) terá seus contratos extintos em julho deste ano. Para outras duas, o prazo vence em 2016, e uma terceira em 2017. (Agência CanalEnergia – 18.05.2015) 

<topo>

4 Aneel diminui preço de energia de gerador a diesel e gás

A Aneel reviu para baixo os valores propostos para a contratação de energia a partir de geradores a óleo diesel e gás natural de médios e grandes consumidores, principalmente no horário de ponta. Em documento disponibilizado ontem em seu site, a autarquia sugere uma redução de 27% para o preço da energia a diesel e de 20% para os equipamentos a gás. A queda do preço sinaliza uma melhora da situação do sistema elétrico brasileiro, porém, pode esvaziar a contratação de energia dos médios e grandes consumidores, medida que faz parte do plano de ação do governo para evitar um racionamento este ano. De acordo com a nota técnica número 77/2015 da Aneel, de 8 de maio e incluída ontem na página da agência na internet, o valor da energia a diesel e a gás natural passou a ser de R$ 1.041,86 por megawatt-hora (MWh) e R$ 633,94/MWh, respectivamente. Os valores iniciais, incluídos na portaria número 44/2015 da agência, de março, eram de R$ 1.420,43/MWh (para diesel) e R$ 792,49/MWh (gás natural). No documento, a Aneel explica que a redução foi motivada pelas contribuições enviadas por agentes, no processo de audiência pública, e pelo levantamento do parque gerador existente. A autarquia também definiu os valores de energia a óleo combustível e de outras fontes, em R$ 603,32/MWh e R$ 388,48/ MWh, respectivamente. (Valor Econômico – 15.05.2015) 

<topo>

 

Economia de Baixo Carbono

1 Bank of America lança US$ 600 milhões em bônus verde

Bank of America emitiu US$ 600 milhões em bônus verde para projetos de eficiência energética e fontes renováveis. Thomas Montag, CEO do Banco, disse: “Acreditamos que os bônus verdes irão exercer papel importante reduzindo o “gap” financeiro para projetos de fontes renováveis, de eficiência energética e de baixo carbono. O mercado para estes bônus está expandindo rapidamente e emitir nossos novos bônus verdes é uma forma de ir ao encontro desta crescente demanda”. (Energy Live News – USA – 18.05.2015) 

<topo>

 

Modelos Setoriais Para a “Cidade do Futuro“

1 A tecnologia vai solucionar o caos do transporte urbano?

As populações das grandes cidades crescem a um ritmo acelerado, e o congestionamento, a poluição e o estresse tendem a aumentar, a menos que mudemos nossos sistemas de transporte urbano. Algumas cidades estão investindo em grandes projetos de infraestrutura. Londres, por exemplo, está construindo uma linha de trem de 118 quilômetros, a Crossrail. Outras apostam em alternativas de transporte sustentáveis, como os ônibus elétricos e sistemas de compartilhamento de bicicletas. Copenhague, na Dinamarca, estabeleceu a meta de se tornar a primeira capital do mundo “neutra” em emissões de carbono até 2025 e investiu em uma rede de bicicletas elétricas públicas – o que já havia sido feito por outras cidades, como Paris, na França, Madri e Barcelona, na Espanha, e a Cidade do México. As bicicletas de Copenhague têm tablets com GPS instalados no guidão. Os usuários podem reservar e pagar pelo serviço por celular. Em outras cidades ao redor do mundo, autoridades estão testando formas de carregar a bateria de ônibus elétricos sem usar fios, por meio de plataformas especiais em garagens. No Reino Unido, a empresa Carbon Trust acredita que, em 2050, até 50% dos veículos leves serão movidos a hidrogênio. Mas, para muitos, a mudança radical não depende dos tipos de transporte – e sim da forma como os usamos. “Em uma ou duas décadas, as formas de transporte podem não ser tão diferentes das que existem hoje – ainda teremos ônibus, metrô e trens”, afirma Paul Zanelli, diretor de tecnologia do Transport Systems Catapult, um dos sete centros de tecnologia criados pelo governo britânico nessa área. “Mas, em vez de comprar um pedaço de papel em uma estação de trem (a passagem) e, ao final da viagem, andar até o lado de fora para pegar um táxi, tudo estará integrado.” Simplesmente decidiremos para onde queremos ir e um aplicativo descobrirá a forma mais rápida e barata de chegar até lá, acredita Zanelli. “As opções serão baseadas no que o programa sabe de você, da situação do trânsito e até mesmo da previsão do tempo. Então, ele poderá chegar à conclusão que, como está um belo dia lá fora e sua rota normal está com problemas, é melhor reservar uma bicicleta elétrica ou um táxi automático.” Para Colin Divall, professor da Universidade York, parte da solução para o problema do transporte público depende de um melhor planejamento. “A parte realmente difícil é nos organizarmos de forma a, antes de mais nada, minimizar a necessidade das pessoas e coisas se deslocarem”, ele diz. “Isso significa fazer cidades e áreas urbanas com um design melhor. Viajar sem pressa às vezes é melhor que viajar rapidamente.” (BBC Brasil – 16.05.2015) 

<topo>

 

2 MIT: relação com carros está mudando

Carlo Ratti, diretor do Laboratório Senseable City, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), acredita que nossa relação com carros está mudando. “Estamos no começo de uma revolução. No futuro, veremos cada vez mais carros compartilhados em nossas cidades. Prevemos que quatro de cada cinco automóveis poderão sair das ruas em mais alguns anos.” Análises feitas no laboratório do MIT chegaram à conclusão de que, se as pessoas compartilhassem táxis na cidade de Nova York, a demanda por este tipo de transporte cairia 40% e ainda assim todo mundo chegaria aonde quer. Uber, um aplicativo de táxi, já está mexendo com a indústria de táxis tradicional. A empresa também lançou um sistema de compartilhamento de corridas, o UberPool, em agosto do ano passado – o que considerou um “ousado experimento social”. Muitas fabricantes de carros, cientes de que o costume de ser dono de um carro está em declínio, também estão começando a investir em seus próprios sistemas de compartilhamento de veículos. Uma mudança ainda maior pode estar em curso com os carros que dispensam motoristas. “A tecnologia já existe. Esses carros autônomos começarão a ser vendidos no próximo ano. Carros que se autodirigem têm o potencial de gerar um impacto enorme na vida urbana, porque será mais difícil distinguir entre as formas de transporte público e privado”, afirma Ratti, do MIT. “Seu carro poderá levá-lo ao trabalho de manhã e, depois, em vez de ficar parado no estacionamento, poderá transportar outra pessoa de sua família – ou mesmo um vizinho, conhecido ou qualquer outro que viva na mesma cidade.” É preciso destacar que muitos especialistas são céticos quanto às perspectivas imediatas desses novos carros, dados os desafios legais, de regulamentação e tecnológicos que eles ainda enfrentam. Um mundo sem engarrafamentos pode parecer uma realidade distante ou até mesmo uma utopia quando se está em uma plataforma de trem ouvindo que o serviço foi interrompido por algum motivo. Mas ao menos as mídias sociais e as análises de grandes volumes de dados já estão nos ajudando a criar alternativas de transporte mais inteligentes ou a gerenciar nossos sistemas de transporte de forma mais eficiente. No Brasil, por exemplo, a análise de dados de veículos e de passageiros vem identificando falhas no sistema de ônibus de São Paulo (leia no quadro ao lado). Muitos de nós usamos redes sociais para verificar atrasos ou cancelamentos de sistemas de transporte em contas dos provedores desses serviços e de conhecidos. Mapear as mídias sociais fornece dados valiosos para os operadores de sistemas de transporte, segundo Mike Saunders, presidente da Commonplace, uma empresa especializada nesse tipo de análise. “Muita informação é gerada pelo Twitter e isso pode ser usado para entender problemas e atrasos”, diz ele. “O desafio mais difícil é garantir que os dados sejam precisos e à prova de falhas.” Diante de todas essas inovações, podemos dizer que o transporte urbano do amanhã promete ser mais sustentável, limpo, integrado e inteligente. Mas, para milhões de pessoas que estão frustradas ao redor do mundo com as alternativas disponíveis hoje, o importante é que esse futuro vire mesmo realidade – e logo. (BBC Brasil – 16.05.2015) 

<topo>


Equipe de Pesquisa UFRJ e CPFL
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditor: Fabiano Lacombe
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Daniel Ferolla, Daniel Langone, Eduardo Mattos, Hugo Bastos, Kamaiaji Souza, Kesia da Silva Braga.

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos de vista da CPFL e da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

POLÍTICA DE PRIVACIDADE E SIGILO
Respeitamos sua privacidade. Caso você não deseje mais receber nossos e-mails,  Clique aqui e envie-nos uma mensagem solicitando o descadastrado do seu e-mail de nosso mailing. 

Copyright UFRJ e CPFL