Visão 2013

IFE Visão 2030 Informativo Eletrônico com os destaques da semana

IFE Visão 2030: nº 97 - de 7 a 13 de maio de 2015
lEditor:Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Novos Paradigmas de Consumo

1 Aneel aumenta incentivos em autogeração de energia 
2 Projeto de lei busca estimular o uso de energia solar na irrigação 
3 Nova bateria promete criar casas autônomas 

 

Perspectivas da Matriz Elétrica

Brasil fica para trás em energia solar 
2 BNDES aprova financiamento de R$ 773 milhões para eólicas no Nordeste 
3 Consumo nacional de gás natural cresce 0,5% em março 
4 Petrobras é autorizada a importar GNL até 2018 
5 CNI propõe mudanças para acelerar produção de gás em terra 
6 Estudo da CNI para gás em terra tem propostas pro campo regulatório, além de simplificações e desburocratizações 
7 MME quer construir 15 usinas nucleares até 2050 
8 Abdan assina declaração que reconhece fonte nuclear como saída para conter aquecimento global 

 

Mobilidade Elétrica

1 Ônibus híbrido dual é opção para transporte limpo no Brasil 
2 Programa de incentico a veículos verdes de Portugal apresenta falhas 
3 Estudo mostra que o mercado de veículos elétricos crescerá 

 

Tendências Regulatórias

1 Aneel define limite de O&M de projetos fotovoltaicos dos sistemas isolados 

 

Biblioteca Virtual do SEE

1 PLUG IN AMERICA. “The Promotion of Electric Vehicles in the United States: A Landscape Assessment”. Plug In America. São Francisco (EUA), abril de 2015. 
2 CNI. “Gás natural em terra: uma agenda para o desenvolvimento e modernização do setor”. Confederação Nacional da Indústria. Brasília, 2015. 

 

Novos Paradigmas de Consumo

1 Aneel aumenta incentivos em autogeração de energia

Os primeiros passos para aumentar os investimentos em autogeração de energia já vêm sendo dados pelos órgãos públicos. Com a crise energética, essa vem se tornando uma ideia cada vez mais bem-vinda pelo mercado e aceita pela população. A Aneel, por exemplo, abriu audiência pública para simplificar e padronizar os processos de incentivo à geração de energia por meio de painéis solares e pequenas centrais eólicas. Outra importante atitude foi tomada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que passou a permitir que os Estados deixem de cobrar duas vezes o ICMS que incide sobre a energia gerada e consumida. Estados como Goiás, Pernambuco, São Paulo e Minas Gerais, já aderiam ao convênio. Esse novo projeto beneficia as famílias que aderiram à ideia da autogeração permitindo que elas paguem ICMS apenas uma vez. Ou seja, uma família que consome 200 killowatt-hora de energia por mês e que consiga produzir 120 kWh pagará ICMS apenas sobre a diferença entre o volume gerado e o consumido, ou seja, 80 kWh. (Ambiente Energia – 12.05.2015)

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2 Projeto de lei busca estimular o uso de energia solar na irrigação

A Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle aprovou na última terça-feira, 5 de maio, o Projeto de Lei 382/2014, do senador Wilder Morais (DEM-GO), que estimula o desenvolvimento de sistemas de irrigação alimentados por energia solar. O texto segue para a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária, que terá a palavra final sobre o assunto. O senador Romero Jucá (PMDB-RR), relator do processo, apresentou emenda para incluir a previsão de estímulo ao uso sustentável dos recursos hídricos. Jucá acredita que as medidas sugeridas podem reduzir o custo dos equipamentos solares, beneficiando a agricultura do país e contribuindo ainda para a preservação dos recursos naturais. "O uso da energia solar para fins de irrigação permitirá desonerar a rede convencional de energia elétrica nos horários de elevação da demanda", observou Jucá. No debate, o senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) elogiou a iniciativa. Ele relatou dificuldades de abastecimento energético na região Norte e disse acreditar que o estímulo à energia solar poderá ser uma solução para o problema. (Agência CanalEnergia – 06.05.2015) 

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3 Nova bateria promete criar casas autônomas

A Powerwall, bateria de 130 cm para pendurar na parede e desenvolvida pelo sul africano Elon Reeve Musk, foi apresentada ao público americano, em Los Angeles, por US$ 3.500 no modelo de 10 kWh. É o bastante para manter acesa por algumas horas uma casa de classe média alta. Há também uma versão de 7 kWh por US$ 3.000. As duas modalidades já podem ser encomendadas e começarão a ser entregues em três ou quatro meses. O preço final de instalação deverá ficar em torno de US$ 5.000. A companhia norte-americana Tesla, na verdade, repaginou as baterias de íons de lítio que já equipam seus carros. Empacotou-as de modo que possam fornecer energia para iluminação e eletrodomésticos sem ocupar espaço. Ao caprichar no preço e no desenho, porém, Musk pretende uma reviravolta tecnológica: a era da geração distribuída baseada em energia solar. De simples consumidores de eletricidade, todos viram também produtores. (Folha de São Paulo – 08.05.2015) 

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Perspectivas da Matriz Elétrica

1 Brasil fica para trás em energia solar

No Brasil, há cerca de 500 sistemas fotovoltaicos em uso, contra 1,4 milhão na Alemanha. Lá, são 58 habitantes por instalação. Aqui, 400 mil. "O setor [ainda] está no momento de inserção e aceleração no Brasil", diz Rodrigo Lopes Sauaia, da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSolar). "As aplicações [das baterias Powerwall] por enquanto serão para clientes de classe alta nos EUA", avalia Rafael Kelman, especialista da consultoria PSR. "Mas, considerando a possibilidade de queda de preços, no futuro podem crescer bastante." Sauaia e Kelman, assim como Ricardo Baitelo, especialista do Greenpeace, e Roberto Zilles, professor da USP, afirmam que um obstáculo para a disseminação é o desconhecimento do público. Depois vêm impostos e a falta de linhas especiais de crédito. A situação até tem melhorado. Já se realizam leilões para contratação de energia solar, cujos preços se tornaram competitivos com o tarifaço de 2014. A Aneel permitiu em 2012 que micro e miniprodutores passem a ser creditados na conta de luz pela eletricidade que devolverem à rede. Além disso, Estados como São Paulo, Goiás e Pernambuco devem a partir de setembro deixar de cobrar ICMS sobre o valor desses créditos. Um conjunto de painéis pode ser comprado hoje por algo entre R$ 20 mil e R$ 30 mil, no caso de uma casa com consumo de 250 a 300 kWh mensais. Com o custo de uma bateria Powerwall, o investimento ultrapassaria R$ 40 mil. "Com a queda de preços, a bateria pode substituir os geradores, porque o diesel é muito caro", diz Kelman. As empresas que hoje recorrem a geradores nos horários de pico para obter tarifas menores seriam os principais candidatos a clientes da Tesla, quando ela vier a atuar no Brasil. Condomínios residenciais em áreas sujeitas a apagões constituem outro nicho potencial. "Empresta-se [dinheiro barato] para fazer grandes usinas. Por que não para microgeração?",questiona Ziller. (Folha de S. Paulo – 07.05.2015) 

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2 BNDES aprova financiamento de R$ 773 milhões para eólicas no Nordeste

O BNDES aprovou financiamento para dois complexos eólicos no Nordeste do país. Os projetos demandarão R$ 1,2 bilhão em investimento, totalizando 264,4 MW de capacidade instalada. Sete parques do Piauí, no município de Simões, terão financiamento de R$ 621,2 milhões, incluindo os investimentos em sistemas de transmissão e em projetos sociais. Controladas pela Ventos de São Tito Holding (Grupo Casa dos Ventos), as usinas terão potência instalada total de 210 MW e devem entrar em operação no segundo semestre do ano. O investimento total no projeto será R$ 910 milhões. A construção dos parques eólicos Santa Joana II, VI, VII e XIV e Santo Onofre I a III vai permitir a criação de 1,2 mil empregos diretos e indiretos durante as obras. Os parques contarão com 105 aerogeradores fornecidos pela Gamesa. Na Bahia, o Complexo Eólico Caetité, no município do mesmo nome, é composto de três parques eólicos, que vão gerar 54,4 MW. Os recursos do Banco, de R$ 152 milhões, também incluem a linha de transmissão associada e investimentos sociais no município de Caetité. Com investimentos totais de R$ 309,1 milhões, que abrangem a aquisição de 32 aerogeradores produzidos pela General Electric, as obras levarão à criação de cerca de 2 mil empregos diretos e indiretos. Para exploração de cada parque eólico foram constituídas sociedades de propósito específico (Caetité 1, 2 e 3), vencedoras do leilão de energia de 2013. As SPEs são controladas pela Centrais Elétricas de Caetité Participações (Grupo Rio Energy). (Agência CanalEnergia – 06.05.2015) 

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3 Consumo nacional de gás natural cresce 0,5% em março

Levantamento estatístico da ABEGÁS aponta que o consumo de gás natural no país registrou aumento de 0,5% em março na comparação com fevereiro. O terceiro mês do ano fechou com consumo de 81 mi de m³/dia em média. O número de consumidores cresceu 8,4% nos últimos 12 meses. Hoje são mais de 2,6 mi em todo país, atendidos por mais de 28,4 mil km de rede de distribuição. Depois de meses consecutivos puxando a alta do consumo, a geração elétrica apresentou aumento de 2,7% em relação ao mês anterior. Na comparação com o 1º trimestre do ano anterior, houve crescimento de 17,5%. As térmicas a gás natural seguem despachando para atender a demanda de energia elétrica em todo o país. A utilização em residências apresentou o maior crescimento, 11%, enquanto no segmento de cogeração a variação foi de 6,6%, impactado pelo aumento do consumo nos estados de Pernambuco, Paraná, Minas Gerais, Bahia e Ceará. Seguindo uma tendência de recuperação, o setor comercial apresentou alta de 5,5% na comparação entre março e fevereiro de 2015. Em relação ao primeiro trimestre do ano passado, o crescimento foi de 1%. (Agência CanalEnergia – 11.05.2015) 

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4 Petrobras é autorizada a importar GNL até 2018 


O MME autorizou a Petrobras a importar gás natural liquefeito. Segundo Portaria nº 191, publicada no Diário Oficial da União, a estatal poderá adquirir GNL no mercado de curto prazo, sem um fornecedor previamente definido. O volume autorizado foi de 25 mi de m³/ano, equivalente a 41 mi de m³/dia de gás natural. O GNL será destinado a atender a demanda brasileira, exceto na região Norte e no estado do Mato Grosso. O gás será transportado por navios metaneiros e deverá ser entregue nos terminais marítimos do Rio de Janeiro, Ceará e Bahia. A presente autorização terá validade até 31 de janeiro de 2018. (Agência CanalEnergia – 11.05.2015) 

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5 CNI propõe mudanças para acelerar produção de gás em terra

Em campanhas exploratórias, o gás normalmente é visto como um subproduto indesejado, uma espécie de primo pobre do petróleo ¬ este, sim, o verdadeiro ouro negro do setor. O perfil da produção brasileira também não ajuda: boa parte dos reservatórios de gás natural está em bacias marítimas e é associada ao petróleo, com elevado custo de escoamento, o que explica o reduzido interesse das empresas. Para inverter essa lógica e potencializar a produção de gás em terra, diminuindo a dependência das atividades "offshore", um extenso estudo da CNI identifica barreiras ao crescimento da exploração e compila propostas para destravar o setor. O estudo começa com um bom ponto de partida: a própria AIE diz que a produção "onshore" de gás no Brasil tem potencial de aumentar dos atuais 3 bilhões para 20 bilhões de metros cúbicos por ano, em 2035, considerando¬-se os recursos convencionais e não convencionais (gás de xisto). No entanto, a agência reconhece que, além dos riscos geológicos, os riscos acima do solo tornam a expansão absolutamente incerta. Aí vêm os problemas. Os leilões de concessão de blocos exploratórios em terra não têm regularidade e inviabilizam a atração de um grande número de operadoras; há crescente judicialização do processo de licenciamento ambiental, especialmente quando se usa a técnica de fraturamento hidráulico; as exigências de conteúdo local são incompatíveis com o baixo nível de desenvolvimento da cadeia de fornecedores; a complexidade da estrutura tributária não favorece a produção de gás natural em terra. Em outra frente, as empresas com interesse na exploração de gás "onshore" enfrentam dificuldades na comercialização do que produzem. Falta infraestrutura de transporte (gasodutos) e sobram restrições ao acesso à infraestrutura existente. Além disso, há dificuldade de acesso ao mercado final, em função do monopólio virtual das distribuidoras estaduais e da forte concentração do segmento nas mãos da Petrobras. Para ler o estudo na íntegra, clique aqui. (Valor Econômico – 11.05.2015) 

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6 Estudo da CNI para gás em terra tem propostas pro campo regulatório, além de simplificações e desburocratizações

O estudo da CNI que identifica barreiras ao crescimento da exploração de gás em terra traz uma série de recomendações para impulsionar o desenvolvimento da exploração e da produção. As propostas começam no campo regulatório. Uma delas é um calendário que envolva leilões trimestrais para áreas maduras e leilões anuais para as bacias de fronteira geológica. Passam pela revisão das garantias financeiras para a habilitação de empresas que queiram participar dos leilões. Também abrange a simplificação do processo de importação de equipamentos e a possibilidade de conversão, em investimentos obrigatórios, de eventuais multas por descumprimento de conteúdo nacional. O documento sugere ainda medidas de simplificação, desburocratização e padronização dos processos de concessão de licenças ambientais no âmbito estadual. No campo tributário, propõe a adoção de alíquotas menores de royalties para sobre o gás em terra, além da isenção de ICMS para a matéria prima que abastece usinas de geração termelétrica. Apenas 27% da produção nacional de gás é realizada em terra. Este tipo de produção caiu entre 2004 e 2012, demonstrando a falta de dinamismo da exploração no país. Em 2013, voltou a aumentar, com a entrada em produção dos campos Gavião Real e Gavião Azul (Bacia do Parnaíba) e o crescimento da produção na Bacia do Solimões (AM). Para ler o estudo na íntegra, clique aqui. (Valor Econômico – 11.05.2015) 

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7 MME quer construir 15 usinas nucleares até 2050

A oferta de energia limpa pode ganhar mais uma aliada no Brasil: a energia nuclear. Segundo o Ministro de Minas e Energias, Eduardo Braga, o governo prevê a construção de mais 15 usinas nucleares no país até 2050. Até 2030 serão implantadas quatro novas centrais de energia nuclear, afirmou o ministro. Um novo modelo para essas usinas passará a ser discutido, porém as localidades para a implantação das usinas no Brasil já foram estudadas e identificadas. O fato de o Brasil ter uma das maiores reservas urânio do mundo reforça a ideia, além do mais as nucleares têm o custo de produção de energia mais baixo entre as térmicas – de R$ 20 por MWh. (Ambiente Energia – 13.05.2015)

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8 Abdan assina declaração que reconhece fonte nuclear como saída para conter aquecimento global 


O presidente da Abdan, Antonio Muller, participou do Congresso Internacional sobre os Avanços de Plantas de Energia Nuclear, em Nice, na França. No encontro, a Abdan assinou declaração que reforça a posição da geração da fonte nuclear como melhor alternativa para frear o aquecimento global e manifesta o interesse de que a matriz nuclear mundial seja reconhecida no United Nations Framework Convention on Climate Change, tratado internacional firmado em 1992 pela estabilização da concentração de gases do efeito estufa na atmosfera, como fonte energética de baixo carbono. O evento reuniu representantes de 39 países. O documento está sendo considerado o principal componente da campanha Nuclear for Climate. Dados desenvolvidos pela Organisation for Economic Cooperation and Development apontam a população mundial chegando a 10 bi de pessoas em 2050, dobrando a demanda por energia elétrica no período. Para que o limite de aquecimento global fique em até 2ºC, 80% da eletricidade deve vir de fontes de baixo carbono, número bastante distante dos atuais 30%, o que reforça a necessidade de ampliar o uso da geração nuclear na matriz global. Na última semana, a Abdan assinou um memorando de entendimento com a Partenariat France Monde Electricité. O objetivo do acordo é a cooperação entre as empresas dos dois países, com foco nos futuros projetos de usinas nucleares a serem instaladas no Brasil, bem como nas atividades de manutenção da Central Nuclear de Angra dos Reis. O governo brasileiro deu um novo sinal de avanço no Programa Nuclear nacional recentemente, com a previsão de construir 12 novas usinas até 2050, sendo quatro até 2030 e oito nos 20 anos seguintes, o que tem gerado um aumento do interesse da indústria internacional pelo Brasil. (Agência CanalEnergia – 12.05.2015)


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Mobilidade Elétrica

1 Ônibus híbrido dual é opção para transporte limpo no Brasil

Os municípios brasileiros que investem no modal sustentável para o transporte de passageiros contam agora com uma tecnologia inovadora e flexível: Ônibus Elétrico Híbrido DUAL. Esta tecnologia desenvolvida pela Eletra permite que o mesmo ônibus possa operar como elétrico híbrido ou elétrico puro (baterias). Iêda Maria Alves Oliveira, gerente comercial da Eletra, explica que "o ônibus híbrido DUAL permite que as cidades criem áreas de ‘emissão zero’, utilizando veículos elétricos, sem a necessidade de maiores investimentos em pontos de recarga”. O ônibus elétrico híbrido série, sistema desenvolvido pela Eletra, tem tração apenas pelo motor elétrico e a energia para este motor vem de um grupo motor-gerador e um banco de baterias, onde o gerenciamento faz o balanço energético, utilizando estas duas fontes simultaneamente. No híbrido DUAL é possível desligar o grupo motor-gerador e operar o veículo, com desempenho normal, apenas com as baterias. “Não há necessidade de investimento em infraestrutura de recarga externa das baterias, já que as baterias são recarregadas na frenagem e durante a operação híbrido”, afirma Iêda. A Eletra, empresa 100% brasileira, prepara o lançamento de novos ônibus em plataforma dual, os primeiros produzidos no país. Os veículos sairão da companhia nas opções híbrido/trólebus ou híbrido/elétrico puro. A partir de um simples acionamento de uma chave no painel de controle, o condutor poderá definir a configuração do veículo. “Com essa opção, a concessionária também não precisa restringir a operação de um trólebus, por exemplo, apenas nas regiões com oferta de cabeamento. A empresa terá um veículo que transitará em qualquer local e, se tiver problema nos cabos, ele continuará com 100% de sua capacidade operacional”, acrescenta. "É com o desenvolvimento deste tipo de solução que a indústria nacional quer manter a vanguarda no desenvolvimento de tecnologias de ônibus com tração elétrica", analisa a gerente comercial da Eletra. (Segs – 11.05.2015) 

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2 Programa de incentico a veículos verdes de Portugal apresenta falhas

O Governo quis incentivar os portugueses a comprar carros "amigos do ambiente" e criou apoios financeiros para quem quisesse trocar o seu veículo com mais de dez anos por um carro elétrico. A lei entrou em vigor no dia 1 de janeiro, mas, passados quatro meses, ninguém recebeu um cêntimo deste programa. Os concessionários das marcas dizem que "há muitos clientes que desesperam por receber o dinheiro, pois fizeram as suas contas a contar com o incentivo do Estado". Outros garantiram à VISÃO que "já tivemos potenciais interessados em comprar carros elétricos que desistiram por não saberem quando receberiam o dinheiro dos apoios que o Governo prometeu". "Há alguns clientes que deram o seu carro para abate e, sem a ajuda que o Estado prometeu, não conseguiram comprar o veículo elétrico. Agora não têm nenhum meio de deslocação", garante um concessionário. O Ministério do Ambiente respondeu que "foram esta semana concluídos, pelo Ministério das Finanças, os procedimentos de autorização financeira que permitirão a célere atribuição deste incentivo ", não avançado com qualquer data para começar a fazer os respetivos pagamentos. O Ministério do Ambiente garante que, atualmente, existem "cerca de três dezenas de casos em apreciação" de pessoas que compraram veículos elétricos. O programa de incentivos ao abate de veículos em fim de vida foi uma das bandeiras da chamada reforma da fiscalidade verde. O objetivo era premiar que quisesse trocar o seu carro com mais de dez anos, por um veículo amigo do ambiente, como um carro elétrico, um elétrico com extensor de autonomia ou um híbrido plug-in. Para os primeiros, o incentivo financeiro ascendia aos 4 500 euros. Para os restantes, o apoio do Estado poderia ir dos 2 000 euros aos 3 250 euros. A reforma, que entrou em vigor no dia 1 de janeiro deste ano, fez disparar as vendas deste tipo de automóveis. Nos três primeiros meses do ano, as vendas de veículos de passageiros amigos do ambiente mais que dobraram em relação a igual período do ano passado. Ao todo, foram vendidos em Portugal 108 carros elétricos, 42 híbridos plug-in (carro com dois motores, um tradicional e outro elétrico. Conta com uma tomada de corrente para carregar as baterias) e de e 5 elétricos com extensor de autonomia (tem também dois motores, mas o tradicional serve apenas para gerar corrente para alimentar as baterias). Nos primeiros três meses de 2014 as vendas não ultrapassaram as 70 unidades. Ainda não se sabe o impacto que este programa terá nos cofres do Estado. O Ministério do Ambiente diz que "não é possível estimar com rigor o custo da medida do incentivo ao abate, uma vez que a cada venda de um veículo elétrico ou híbrido nem sempre está associado o abate de um veículo em fim de vida, nas condições exigidas pela lei". Os incentivos criados para a troca de carros mais poluentes por veículos amigos do ambiente está a produzir resultados. (Sapo (Portugal) – 08.05.2015) 

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3 Estudo mostra que o mercado de veículos elétricos crescerá

Mais de 300.000 veículos elétricos plug-in estão agora nas estradas da América do Norte. Quase 120 mil deles foram entregues aos novos proprietários em 2014. Os esforços para impulsionar as vendas tornam-se, cada vez, mais importantes, em função dos benefícios de ar limpo e o potencial para eliminar o uso de petróleo e outros combustíveis fósseis no transporte pessoal. Um novo estudo da Plug In America, sobre o mercado nacional revela que há uma série de sinais encorajadores de crescimento do mercado de VEs. Durante 2014, os pesquisadores avaliaram os esforços promocionais globais para os carros elétricos através de entrevistas com as principais partes interessadas em toda a indústria, governo e organizações aliadas. Talvez de forma mais dramática, a visão composta do mercado que emerge e aponta o caminho para o uso descontinuado de petróleo para a propulsão de veículos pessoal nos Estados Unidos, ao longo dos próximos 25 anos. "O país (Estados Unidos) está no cruzamento de uma das maiores mudanças tecnológicas em transporte pessoal em sua história", diz o principal pesquisador Kirk Brown, da Plug In América. "A questão à frente é como é que vamos capturar o crescimento desse mercado no início e entregar os benefícios destes veículos para todos os consumidores, em todos os lugares." A análise da Plug In America inclui uma ampla gama de ações para expandir ainda mais o mercado. Apesar do impacto convincente que os veículos plug-in podem ter em reduzir ou eliminar a poluição transporte, o relatório revela que as políticas governamentais inconsistentes, formam uma colcha de retalhos em todo o país. Para ler o estudo na íntegra, clique aqui. (Verde Sobre Rodas – 07.05.2015) 

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Tendências Regulatórias

1 Aneel define limite de O&M de projetos fotovoltaicos dos sistemas isolados

A Aneel definiu limite de R$ 6.646,67/MWh para os custos de operação e manutenção de empreendimentos de fonte solar fotovoltaica das concessionárias de geração e distribuição nos sistemas isolados, para fins de reembolso pela Conta de Consumo de Combustíveis. A Aneel também estabeleceu o limite de 9.158 kJ/kWh para o consumo específico de gás natural de usinas desses sistemas a partir de 20 MW de potência. As duas decisões são resultantes do aperfeiçoamento da Resolução Normativa 427, de 2011, que definiu o custo total de geração para as distribuidoras dos sistemas isolados a ser considerado no cálculo do reembolso pela CCC. No caso das usinas a gás, o valor limite relacionado à eficiência dessas usinas deverá ser inserido no anexo III do regulamento. A agência deverá reavaliar em dois anos os custos de O&M definidos para a geração fotovoltaica, com a finalidade de verificar a eventual necessidade de aperfeiçoamento dos cálculo desses custos. O valor definido agora é uma média de custos de projetos da Celpa ( Resex Verde para Sempre), da Eletrobras Amazonas (Carauari e Barcelos) e da Eletrobras Acre (Tarauacá e Jordão). A Aneel optou por um valor único, em razão da falta de projetos com maturação suficiente para que se possa calcular de forma precisa o peso de cada componente do projeto sobre os custos de operação e manutenção. A fiscalização da agência reguladora vai avaliar o eventual descumprimento da lei pela Amazonas Energia, que teria contratado sem licitação 12 mini usinas solares que estão em operação desde junho de 2011. O assunto foi levantado durante a audiência pública que tratou do aprimoramento da resolução. (Agência CanalEnergia – 06.05.2015) 

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Biblioteca Virtual do SEE

1 PLUG IN AMERICA. “The Promotion of Electric Vehicles in the United States: A Landscape Assessment”. Plug In America. São Francisco (EUA), abril de 2015.

Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

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2 CNI. “Gás natural em terra: uma agenda para o desenvolvimento e modernização do setor”. Confederação Nacional da Indústria. Brasília, 2015.

Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

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Equipe de Pesquisa UFRJ e CPFL
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditor: Fabiano Lacombe
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Daniel Ferolla, Daniel Langone, Eduardo Mattos, Hugo Bastos, Kamaiaji Souza, Kesia da Silva Braga.

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos de vista da CPFL e da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

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