Visão 2013

IFE Visão 2030 Informativo Eletrônico com os destaques da semana

IFE Visão 2030: nº 96 - de 30 de abril a 6 de maio de 2015
lEditor:Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Novos Paradigmas de Consumo

1 Aneel quer incentivar consumidor a investir em autogeração de energia 
2 Para diretor da Aneel concentração de renda dificulta a adesão à implementação de fontes renováveis pelo consumidor residencial 
3 Consumo no país recua 0,9% em março 
4 Nobel de física defende uso de lâmpadas LED para evitar aquecimento global 

 

Perspectivas da Matriz Elétrica

EPE disponibiliza dados sobre planejamento da transmissão 
2 ONS revisa projeção de carga e prevê queda de 0,1% em 2015 
3 Isenção de ICMS pode favorecer painel solar 
4 GD fotovoltaica é viável em 98% do mercado consumidor, diz Tolmasquim 
5 Produção de gás natural aumenta 14,6% em março 
6 TCU apresenta o Fisc Energia 
7 Potencial de geotermia em mapa 

 

Mobilidade Elétrica

1 BYD inaugurará em Junho fábrica de veículos elétricos no Brasil 
2 Empresa de taxi de São Paulo aprova táxi elétrico 
3 Para Renault carro elétrico depende de incentivo 
4 China deverá cortar subsídios de veículos elétricos 
5 Vendas de veículos verdes crescem 28,8% na Europa 

 

Novos Paradigmas de Consumo

 

1 Aneel quer incentivar consumidor a investir em autogeração de energia

A Aneel quer estimular os consumidores residenciais a investirem em projetos de autogeração de energia. O órgão regulador abriu audiência pública para simplificar e padronizar os processos para incentivar a geração de energia por meio de painéis solares e pequenas centrais eólicas. Desde 2012, apenas 534 projetos foram inscritos. O primeiro passo já foi dado. Desde a semana passada, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) passou a permitir que os Estados deixem de cobrar duas vezes o ICMS que incide sobre a energia gerada e consumida. Já aderiram ao convênio os Estados de Goiás, Pernambuco, São Paulo e Minas Gerais, que representam 46% dos consumidores residenciais e comerciais de todo o País. Os demais Estados também podem aderir se desejarem. Por meio do convênio, os consumidores desses Estados que quiserem investir em projetos de autogeração de energia vão pagar ICMS apenas uma vez. Como exemplo, uma família que consome 200 killowatt¬hora de energia por mês e que consiga produzir 120 kWh pagará ICMS apenas sobre a diferença entre o volume gerado e o consumido, ou seja, 80 kWh. Segundo o relator do processo, diretor Tiago de Barros Correia, o foco do projeto são os consumidores residenciais com consumo médio mensal de 200 kWh. Para esses consumidores, o investimento em painéis solares para produzir o suficiente para gerar toda a energia que gastam seria de R$ 12 mil ¬ a relação é de R$ 8 mil por 1 kW pico. Uma família com consumo mensal de 400 kWh teria que investir R$ 24 mil. De acordo com a Aneel, o retorno do investimento se dá em cinco anos. A Aneel calculou que 700 mil residências podem aderir ao programa até 2024, o equivalente a 2 GW de potência instalada. Também segundo Correia, o órgão regulador vai consultar os Ministérios da Fazenda e do Planejamento para verificar a possibilidade de acabar com a bitributação de PIS/Cofins sobre a energia gerada e a consumida. A Aneel propõe que sejam aceitos projetos de microgeração com potência de 1 kW a 75 kW e de minigeração de 75 kW a 5MW ¬ exceto para pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), cujo limite será de 3 MW. Também poderão aderir condomínios residenciais e comerciais, como shoppings centers. A energia gerada terá o mesmo preço da energia consumida para todos os clientes. Serão aceitos projetos de fontes renováveis e de cogeração. Com a simplificação dos processos, a Aneel espera que o tempo para conexão dos projetos na rede cairá de 164 dias para 46 dias. O processo ficará aberto em audiência pública entre os dias 7 de maio e 22 de junho. Haverá duas sessões presenciais, em São Paulo, no dia 11 de junho, e em Brasília, em 18 de junho. (O Estado de São Paulo – 05.05.2015)

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2 Para diretor da Aneel concentração de renda dificulta a adesão à implementação de fontes renováveis pelo consumidor residencial

O diretor da Aneel, Tiago de Barros Correia, afirmou que, apesar do investimento em energia renovável ser vantajoso para o consumidor residencial, a concentração de renda no país aparece como um problema que dificulta a adesão de uma parcela da população. Correia lembra que a Aneel usou critérios conservadores para calcular o retorno do investimento, ao considerar o PLD Máximo, hoje na casa dos R$ 388/MWh, além de um cotação mais elevada do dólar na casa de R$ 3,20. “O consumidor que instalar isso, virtualmente para de pagar a conta dele toda e vai pagar só a taxa de disponibilidade da rede de R$ 10 a R$ 15 por mês”, calcula. Tiago Correia não descarta ainda a hipótese de financiamento com juros subsidiados, que ele considera possível como resultante de uma politica industrial do governo. Mas considera que a isenção de tributos já torna a instalação viável. “Não preciso de juros baixos, porque a taxa de remuneração é muito alta. Você está falando de um investimento em que os investidores privados conseguem ter retorno de mercado vendendo energia a R$ 250/MWh. E você vai receber essa energia ao preço de tarifa de distribuição, que é da ordem de R$ 450/Wh. Então, vale muito a pena. O problema é que você não tem dinheiro no bolso para iniciar, porque o valor é alto.” (Agência CanalEnergia – 05.05.2015) 

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3 Consumo no país recua 0,9% em março

O consumo de energia elétrica no Brasil atingiu 39.827 GWh em março, uma queda de 0,9% na comparação com março do ano passado. Os dados constam da Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, divulgada ontem pela EPE. Nas residências, o consumo caiu 1,1% em março frente a março do ano passado, enquanto na indústria o recuo na mesma comparação foi de 3,2%. No comércio houve alta de 2,1%. De acordo com a EPE, a queda na demanda residencial e o baixo crescimento no comércio, bastante aquém do histórico do setor, tiveram forte contribuição para o resultado do mês. Além disso, ela informou que fatores como o cenário econômico adverso e temperaturas mais amenas comparadas ao ano passado ajudam a explicar o resultado observado. No primeiro trimestre houve queda de 0,6% no consumo de energia no país, que passou de 121.792 GWh entre janeiro e março do ano passado para 121.057 GWh nos três primeiros meses de 2015. Trata­se da segunda queda registrada em um primeiro trimestre desde 2005. (Valor Econômico - 29-04-2015) 

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4 Nobel de física defende uso de lâmpadas LED para evitar aquecimento global

O prêmio Nobel de física, Shuji Nakamura, defendeu o uso de lâmpadas LED como alternativa mais eficiente do que as antigas fontes de luz para reduzir o consumo de energia e combater o aquecimento global. Professor na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, Shuji Nakamura foi um dos três laureados no ano passado com o Prêmio Nobel da Física, juntamente com Isamu Akasaki e Hiroshi Amano, pela invenção do LED. “Para evitarmos o aquecimento global, temos de reduzir o consumo de energia drasticamente, mas, no campo da eletricidade, hoje, a única opção são os LEDs”, comenta Nakamura Além disso, disse que as lâmpadas LED emitem uma luz branca brilhante, têm longa duração e usam muito menos energia do que as lâmpadas incandescentes. Por terem necessidades de eletricidade muito baixas, as lâmpadas LED podem ser ligadas à energia solar. (Lighting Now – 05.05.2015) 

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Perspectivas da Matriz Elétrica

1 EPE disponibiliza dados sobre planejamento da transmissão

A EPE disponibilizou seis atualizações dos estudos de transmissão do Plano Decenal de Expansão de Energia - PDE 2023. As atualizações foram feitas em 5 de maio de 2015. Os arquivos correspondem aos dados para estudos elétricos de fluxo de potência em regime permanente, no padrão do programa Anarede (desenvolvido pelo Cepel, versão 10.00.01). A EPE avisa que poderá alterar os dados sempre que achar necessário, sem aviso prévio, "uma vez que o planejamento é um processo dinâmico, cabendo aos agentes buscar a atualização mais recente para a realização de suas investigações". Os arquivos podem ser encontrados aqui. (Agência CanalEnergia – 05.05.2015) 

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2 ONS revisa projeção de carga e prevê queda de 0,1% em 2015

O primeiro dia da reunião do ONS com agentes para detalhar o Programa Mensal de Operação de maio apresentou uma projeção de queda na carga do SIN. De acordo com os números apresentados, a expectativa é de que haja uma demanda 3,09% menor do que se previa em janeiro desse ano, passando de 67.260 MW médios para 65.179 MW médios. Se essa previsão se confirmar, há a perspectiva de uma retração de 0,1% na carga deste ano na comparação com 2014. A expansão média prevista para o período 2015 a 2019, que estava em 3,9% em janeiro, foi revista e agora é de 3,3%. Esta nova perspectiva de demanda, explicou o operador, deve-se ao cenário que se formou desde o início do ano e que tem entre seus elementos: o realismo tarifário, temperatura mais amena somado à recessão industrial que o país tem passado. As novas premissas adotadas para a revisão consideraram o impacto tarifário, a elevação da taxa de juros para o combate à inflação, o corte de gastos públicos e investimentos da Petrobras, além das campanhas de uso racional de energia e a postergação das interligações de Macapá (AP) e de Boa Vista (RR). Em termos de submercado, a maior redução porcentual da carga entre o que se previu em janeiro e o que será aplicado no PMO de maio, está no Norte, com 6% a menos de carga o que equivale a 334 MW médios no ano. No maior submercado do país o Sudeste/Centro-Oeste essa queda ficou em 3,2% ou 1.276 MW médios a menos nesse ano. O Nordeste tem uma projeção mais próxima do que se estimava em janeiro, mesmo assim é 1,7% menor ou 172 MW médios a menos. No Sul, a nova previsão de carga para o ano é de 2,6% ou 298 MW médios menor do que se previa em janeiro. Essas previsões foram elaboradas em conjunto entre o ONS e a EPE. (Agência CanalEnergia – 29.04.2015) 

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3 Isenção de ICMS pode favorecer painel solar

A Aneel quer impulsionar o uso de painéis solares no país com a meta de levar a instalação desses equipamentos a 700 mil unidades de consumo residenciais e comerciais até 2024. O diretor Tiago Correia explicou que o plano de expansão do segmento será possível graças à isenção do imposto estadual ICMS, aprovada pelo Confaz, e às medidas, propostas pela agência, de simplificação de registro e conexão de unidades de micro e minigeração distribuída. A modalidade foi criada para estimular o consumidor a buscar a geração própria por meio de fontes renováveis, como solar, eólica e biomassa. A vantagem para o consumidor está em poder repassar o excedente gerado à distribuidora local em troca de descontos nas contas de luz do mês seguinte. O crescimento da microgeração projetado pela Aneel considera a adesão de todos os estados. Até agora, somente São Paulo, Goiás e Pernambuco aderiram. Minas Gerais também integra a lista, pois já havia aprovado anteriormente a mesma isenção de ICMS. "Apesar de apenas quatro, eles respondem por 46% do total de unidades consumidoras do país e da carga geral de consumo residencial e comercial", afirmou Correia. Regulamentada em 2012, a micro e minigeração atraiu apenas 534 centrais geradoras, sendo 500 de fonte solar. Apesar dos painéis solares terem o custo elevado, Correia disse que o valor pode ser recuperado em até cinco anos, com benefício direto a condomínios residenciais e shopping centers. (Valor Econômico – 06.05.2015) 

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4 GD fotovoltaica é viável em 98% do mercado consumidor, diz Tolmasquim 


A geração distribuída solar fotovoltaica no Brasil já é viável em quase todo o país ao se considerar a tarifa de energia de 2015 e a decisão do Confaz de se viabilizar a isenção do ICMS da energia injetada na rede e não consumida. De acordo com o resultado de um estudo apresentado pela EPE, atualmente, em 57 distribuidoras que equivalem a 98,5% do mercado de energia no Brasil. Os dados foram revelados nesta terça-feira, 5 de maio, pelo presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, durante o Forum Cogen/CanalEnergia: GD e Cogeração – Iniciando um Novo Ciclo de Desenvolvimento, realizado em São Paulo. De acordo com o executivo, até mesmo com a tarifa de energia residencial de 2013 já seria possível se ter a viabilidade dessa fonte de geração descentralizada de baixa tensão. Mas, esse fator, ressaltou ele, apenas com a isenção do ICMS e em apenas sete distribuidoras. Sem a isenção e com a tarifa de 2013 a GD fotovoltaica não seria viável no país. Contudo, disse ele, o mercado brasileiro deverá manter a sua perspectiva de expansão para a GD fotovoltaica ao passo que se nota a tendência de queda de preços continuada ao longo do tempo. Tolmasquim lembrou que de a perspectiva da Agência Internacional de Energia é de uma redução de valores dessa fonte de 50% entre 2015 e 2030 e até 2050 no mesmo patamar. O potencial do mercado brasileiro de GD fotovoltaica apenas no segmento residencial é de 33 GW médios em uma estimativa conservadora da EPE. Esse volume tomou como como base a área de telhados disponíveis e a insolação no Brasil. A projeção total do país é de 78 GWp de GD fotovoltaica em 2050 nessa visão conservadora. Com a adoção de incentivos, esse volume poderia alcançar 118 GWp. (Agência CanalEnergia – 05.05.2015) 

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5 Produção de gás natural aumenta 14,6% em março

A produção total de gás natural no Brasil em março alcançou 95,6 milhões de metros cúbicos. Ela aumentou 14,6% frente ao mesmo mês em 2014 e 0,3% na comparação com o mês anterior. As informações estão no Boletim da Produção da ANP. Já a de petróleo e gás foi de aproximadamente 3,014 milhões de barris de óleo equivalente por dia, sendo 2,413 milhões de barris diários de petróleo. Houve aumento de 13,9% na produção de petróleo se comparada com o mesmo mês em 2014 e redução de 0,7% na comparação com o mês anterior. O aproveitamento do gás natural no mês foi de 96%. A queima de gás natural em março foi de 3,8 milhões de metros cúbicos por dia, um aumento de aproximadamente 16,2% em relação ao mês anterior e uma redução de 12,4% em relação a março de 2014. A produção no pré-sal, oriunda de 46 poços, foi de 672,9 mil barris por dia de petróleo e 25,5 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural, totalizando 833 mil barris de óleo equivalente por dia, um aumento de 2,9% em relação ao mês anterior. Cerca de 91,7% da produção de petróleo e gás natural foi proveniente de campos operados pela Petrobras. Aproximadamente 93,3% da produção de petróleo e 75,5% da produção de gás natural do Brasil foram extraídos de campos marítimos. O campo de Lula, na bacia de Santos, foi o maior produtor de gás natural, com uma produção média de 13,1 milhões de metros cúbicos por dia. (Agência CanalEnergia – 05.05.2015) 

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6 TCU apresenta o Fisc Energia

O Tribunal de Contas da União (TCU) apreciou nesta quarta-feira (29) o relatório sistêmico sobre o setor de energia elétrica no país (Fisc Energia). O trabalho tem como objetivo oferecer ao Congresso Nacional e à sociedade brasileira um panorama do setor elétrico nacional, abordando potenciais necessidades, deficiências, riscos e oportunidades de melhoria. O Fisc Energia proporciona também o acompanhamento das ações governamentais relativas às políticas públicas nesta importante área de infraestrutura. O relatório tratará de questões como segurança energética, atrasos na conclusão de novos empreendimentos, perdas do sistema, vencimento e renovação das outorgas de energia elétrica e aspectos relativos a realismo tarifário, entre outros. O relator do processo é o ministro Vital do Rêgo. Para ler o relatório sistêmico, na íntegra, clique aqui. Para ver a apresentação do Ministro Vital do Rêgo sobre o relatório, clique aqui. (TCU – 29.04.2015) 

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7 Potencial de geotermia em mapa

Qual o potencial geotérmico de determinada região? A IRENA (International Renewable Energy Agency) e a ESA (European Space Agency) desenvolveram uma ferramenta que permite responder a esta questão de forma simples e a custos mínimos. Um novo mapa identifica as zonas do globo com potencial para explorar esta fonte de energia, esperando-se que acelere a sua exploração a nível global. A ferramenta utiliza o Global Bouguer e Free Air Gravity Anomaly Maps, de forma a permitir aos prospectores medir o potencial geotérmico de determinado local do mundo, uma tarefa que, até aqui, era bastante complexa, uma vez que a energia geotérmica se encontra no subsolo. As medições do satélite de gravidade da ESA permitem encontrar determinadas características únicas dos reservatórios geotérmicos, incluindo zonas de crosta fina ou atividade magmática recente. Desta forma, será possível determinar que áreas tenham maior probabilidade de ter potencial geotérmico. (Edifícios e Energia – Portugal – 20.04.2015)

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Mobilidade Elétrica

1 BYD inaugurará em Junho fábrica de veículos elétricos no Brasil

Com investimento inicial de R$ 150 milhões, a empresa de origem chinesa e especialista em baterias e veículos híbridos e elétricos prevê a entrega dos primeiros ônibus elétricos nacionais ainda no segundo semestre, contemplando parte da primeira fase do seu plano de instalação no País, com a primeira fábrica de ônibus 100% elétrico da América Latina. O projeto, que conta com o apoio da Investe São Paulo, agência de fomento do Estado, começou a ser negociado em março de 2012 e foi confirmado há quase um ano, em julho de 2014, com a assinatura de protocolo de intenções entre a BYD, que já mantém escritório em São Paulo, e a prefeitura de Campinas. Com capacidade para produzir 500 unidades por ano, a unidade já nasce com a possibilidade de aumentar para 1 mil unidades/ano à medida do crescimento do mercado. Os ônibus elétricos da BYD produzidos no Brasil são para atender a demanda interna e exportações para mercados dos demais países da América Latina. Em 2016, ainda como parte da primeira fase do investimento, a BYD pretende aplicar outros R$ 100 milhões dentro do mesmo complexo industrial, para a construção de uma outra planta de produção de painéis solares. Já a segunda fase, ainda sem data definida, prevê a ampliação da capacidade das duas primeiras fábricas, além de uma terceira dedicada à produção de componentes de chassi. Pelos planos da BYD, esta nova fase prevê investimento de R$ 150 milhões, elevando para R$ 400 milhões o aporte total da companhia no País no longo prazo. A estimativa é de que até lá a unidade de Campinas alcance capacidade produtiva de 4 mil chassis por ano, além da produção de sistemas de alta voltagem e células de bateria. Após esta primeira fase da produção, a BYD calcula ter gerado 450 novas vagas de emprego ao longo do desenvolvimento de suas operações. (Automotive Business – 04.05.2015) 

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2 Empresa de taxi de São Paulo aprova táxi elétrico

Pouca gente sabe como é conviver diariamente com um carro elétrico. Mas quem já vive essa experiência, aprova. O modelo se destaca pelo silêncio, economia e conforto justamente no trânsito pesado das grandes cidades. Essa é a conclusão de José Nunes, 70 anos, taxista há três décadas na cidade de São Paulo. Ele começou dirigindo um fusquinha, mas desde 2012 conduz um carro movido 100% a energia elétrica. “É melhor que gasolina, etanol ou gás natural”. Nunes não está exagerando. Para rodar 100 km com seu hatch que não consome combustível e nem polui o ar o custo é cerca de R$ 11 em energia. A conta, para rodar a mesma distância com um carro popular que fizesse 10 km/litro de gasolina sairia por volta de R$ 30. A economia média do carro elétrico é de 70%. Se levarmos em conta as despesas com manutenção a diferença também é gritante. “Carro elétrico não tem óleo pra trocar, nem filtros, velas e nem correia”, diz o taxista. Em 60 mil quilômetros rodados, a única despesa que Nunes teve foi com um jogo de pneus. José Nunes é um dos 10 taxistas escolhidos pra dirigirem o Leaf, modelo elétrico fabricado pela Nissan. O carro não é vendido no Brasil, mas faz parte de um programa bancado pelo fabricante japonês, com apoio da Prefeitura de São Paulo, da companhia energética estadual (Eletropaulo) e a associação paulista de taxistas (Adetáxi). Os carros foram cedidos em regime de comodato por três anos. Nunes sequer paga a energia elétrica que seu carro consome. O abastecimento, ou melhor, recarga da bateria, é feita em 15 pontos espalhados pela capital paulista. A energia nesses locais é de graça e a recarga rápida não demora mais que 30 minutos. O taxista pode utilizar ainda um kit caseiro (parece um carregador avantajado de celular). A carga lenta leva oito horas. Em troca, os profissionais do volante produzem relatórios sobre o comportamento do veículo onde registram problemas, sugestões e relatam dúvidas mais comuns da população sobre o veículo. Nunes até hoje é uma espécie de “embaixador” do projeto de táxis elétricos. Ecologicamente correto, silencioso, confortável, e muito econômico o táxi elétrico é a solução para as grandes cidades? Poderia ser, mas ainda não há nenhum incentivo para que ele seja usado em larga escala. Para a Nissan, o projeto de táxis elétricos promovido em São Paulo e também no Rio de Janeiro (a cidade tem 10 modelos Leaf rodando há dois anos) cumpre o seu papel de testar o veículo em condições brasileiras. O diretor de comunicação da Nissan, João Veloso, diz que a renovação do programa está em estudo, mas não há nada definido. O executivo afirmou que a marca tem inclusive interesse em fabricar o carro no Brasil, mas a falta de incentivo por parte do governo federal para a produção de carros elétricos não viabiliza o projeto.“É uma pena porque em vários países a produção do carro elétrico é apoiada. Aqui o Leaf pagaria impostos como se fosse um veículo com motor 2.0, o que deixaria o preço final muito alto”, justifica Veloso. Ele calcula que se o Leaf fosse vendido no Brasil custaria hoje, com todos os impostos, em torno de R$ 200 mil. (Jornal do Commercio – 02.05.2015) 

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3 Para Renault carro elétrico depende de incentivo

Durante uma série de palestras sobre carros híbridos e elétricos, hoje (29), em São Paulo, a Renault afirma que a tecnologia híbrida e elétrica ainda depende de incentivo governamental para a venda desse tipo de carro no Brasil. Silvia Barcik, gerente do Instituto Renault de Sustentabilidade, afirma que a alta carga tributária é o que torna a prática inviável. "Precisamos de investimentos em infraestrutura e projetos de mobilidade urbana. E isso é algo que deve partir do Governo Federal" diz ela. Apesar das dificuldades, algumas iniciativas procuram proporcionar pequenos avanços quando o assunto é carro elétrico no Brasil. Uma delas é da CPFL, Companhia de Energia da região de Campinas (SP). "Instalamos 25 eletropostos no percurso entre São Paulo e Campinas em lugares públicos e privados. Também estamos fechando uma parceria com a rede de auto-postos rodoviários Graal para a instalação. Cada eletroposto custa cerca de R$ 50 mil reais para ser feito", diz Marcelo Gongra, gerente de transformação e inovação da CPFL Energia. "Precisamos de estudos adaptativos para o setor elétrico brasileiro. Só assim teremos estrutura para suportar a nova tecnologia", diz Gongra. Em 2014, 855 veículos elétricos foram vendidos no Brasil, sendo que apenas 72 em 2015. A gerente da Renault também aponta as diferenças de outros mercados e as rigorosas leis ambientais europeias. "Na Europa, o Zoe, compacto 100% elétrico da Renault, custa o preço de um Clio. Mas quem opta pelo Zoe acaba recebendo certos privilégios, como estacionamento grátis enquanto recarrega, isenção de pedágios e a opção de circular nas faixas de ônibus", diz ela. A executiva também diz que o ideal é que o mesmo que acontece na Europa fosse ser aplicado no Brasil, onde existem seis unidades do Kangoo elétrico com a Fed Ex e mais duas com os Correios de Brasília (DF). Rodam entre 150 e 170 quilômetros a cada recarga e são capazes de percorrer 100 quilômetros gastando apenas R$ 7 de energia elétrica, afirma Barcik. Além disso, 32 unidades do pequeno elétrico Twizy foram montadas no Brasil, dentro das instalações da usina hidrelétrica brasileira-paraguaia Itaipu, para deslocamento interno dentro do complexo localizado ao lado das Cataratas do Iguaçu. Um híbrido de carro, moto e quadriciclo, o Twizy tem apenas dois lugares, pesa 450 kg e mede 2,33 m de comprimento. Seu motor gera 20 cv, suficientes para 80 km/h de velocidade máxima. A autonomia da bateria é de 200 k. A Renault é líder de vendas de carros elétricos no mundo e possui quatro modelos em sua linha: Twizy, Zoe, Fluence e Kangoo. Caso seja produzido em série, o protótipo Eolab deve se tornar o quinto integrante da família. Desde 2010, a marca soma 250 mil unidades vendidas com investimento de ? 4 bilhões (R$ 13 bi, em uma conversão simples). (Car and Driver Brasil – 29.04.2015) 

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4 China deverá cortar subsídios de veículos elétricos

A China disse que cortará os subsídios em veículos elétricos e híbridos plug-in mais do que anteriormente, mesmo enquanto as vendas não alcance a meta oficial. O Ministério das Finanças irá reduzir os subsídios sobre os veículos em 40 por cento em 2019-2020 em relação ao nível de 2016, de acordo com um comunicado publicado no site do ministério quarta-feira. O montante é o dobro do tamanho do corte que o ministério disse, em dezembro, considerar. A maioria dos fabricantes de automóveis na China têm vindo a introduzir VEs e híbridos plug-in, impulsionado por incentivos financeiros e isenções relativas a restrições de registro. O governo tem gradualmente reduzido subsídios para incentivar fabricantes de automóveis para tornar o preço dos veículos competitivos. "Isso forçará as montadoras a acelerar o desenvolvimento de produtos e fazer seus carros elétricos e híbridos baratos o suficiente para atrair os consumidores, mesmo sem ajuda financeira do governo", disse Song Yang, analista do Barclays. Em dezembro, o governo publicou uma proposta para cortar subsídios de VEs e híbridos plug-in em 10 por cento até 2017 em relação ao nível de 2016. Em 2019, ele iria acompanhar com mais uma redução de 10 por cento. (Verdesobrerodas/Automotive News China – 02.05.2015) 

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5 Vendas de veículos verdes crescem 28,8% na Europa

Foram revelados pela ACEA (Associação de Fabricantes Automóveis Europeus) os dados relativos aos denominados “veículos com combustíveis alternativos”, um grupo que engloba as viaturas elétricas, híbridas e movidas a gás natural. Embora continuando a representar apenas uma pequena fatia do total de vendas de automóveis comercializados em solo europeu, estas opções mais eco-friendlies atraem cada vez mais condutores no “Velho Continente”, tendo crescido o seu volume de vendas em 28,8%. Os automóveis a gás natural continuam a ser a alternativa mais escolhida pelos europeus, com um total de 63.087 unidades comercializadas, obtendo um aumento de 16,5% ao longo do primeiro trimestre do ano. Bastante perto estão os híbridos, que foram a opção para 56704 automobilistas na Europa, com um crescimento do volume de vendas de 21%. Verdadeiramente impressionante foi a subida na comercialização de viaturas elétricas, que passou para mais do dobro (+117,9%), aumentando de 11304 automóveis transacionados no período homólogo para um registo de 24630 unidades. Ao todo foram adquiridos em solo europeu, no período entre janeiro e março de 2015, um total de 144421 “veículos com combustíveis alternativos”, o que representa ainda uma pequena gota no oceano de 3527704 automóveis do volume global de vendas para o primeiro trimestre. Isto significa que apesar de serem cada vez mais uma opção para os condutores europeus, os automóveis a gás natural, elétricos e híbridos ainda representam apenas 4% do total de veículos comercializados no nosso continente. (Turbo – 30.04.2015) 

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Equipe de Pesquisa UFRJ e CPFL
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditor: Fabiano Lacombe
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Daniel Ferolla, Daniel Langone, Eduardo Mattos, Hugo Bastos, Kamaiaji Souza, Kesia da Silva Braga.

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos de vista da CPFL e da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

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