Visão 2013

IFE Visão 2030 Informativo Eletrônico com os destaques da semana

IFE Visão 2030: nº 94 - de 9 a 15 de abril de 2015
lEditor:Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Novos Paradigmas de Consumo

1 Casa do futuro passa pelo smart grid 
2 Programa de eficiência energética gera economia de 3,6 GWh/ano, segundo Aneel 

 

Perspectivas da Matriz Elétrica

€ 50,5 bilhões foram investidos nos três primeiros meses de 2015 em energias limpas 
2 ABEEólica: pico de geração eólica alcançou 2,3 GW médios em 2014 
3 Fundo de investimentos pode financiar 8 mil MW no NE, diz Braga 
4 'Tarifaço' torna energia solar viável na maior parte do país 
5 PSR: indústria de energia solar distribuída ainda tem dois entraves: o câmbio e o financiamento 
6 Artigo de Klaus Töpfer: “O preço da revolução solar” 
7 Ministro defende novas usinas nucleares e país pode ter 15 até 2050 
8 Consumo de gás natural sobe 11,6% em 2014, diz ministério 

 

Mobilidade Elétrica

1 Prius no Brasil tem pacote de revisão a preço fixo 
2 Aumenta número de veículos elétricos na Ásia 
3 Produção de carros elétricos na China aumenta cerca de 500% 
4 China deve superar Estados Unidos em vendas de veículos elétricos 
5 Vendas de veículos elétricos plug-in no Reino Unido crescem 984% 


Economia de Baixo Carbono

1 Alta Floresta: Parque do Cristalino poderá gerar crédito de carbono 

 

Modelos Setoriais Para a “Cidade do Futuro“

1 Internet das coisas provoca revolução digital no mundo e na vida das pessoas 
2 Los Angeles: Iluminação à distância de um ‘clique’ 

 

Biblioteca Virtual do SEE

1 TÖPFER, Klaus. “O preço da revolução solar”. Valor Econômico. São Paulo, 13 de abril de 2015. 

 

 

Novos Paradigmas de Consumo

1 Casa do futuro passa pelo smart grid

A “casa do futuro” está mais presente do que se pode imaginar. Esta é a proposta do Circuito Cidade Inteligente, projeto executado pela Light que integra a carteira do Programa Rio Capital da Energia e foi inaugurado e março. O espaço, de cerca de 400 metros quadrados, recebeu investimentos de R$ 4 milhões, oriundos do Programa de Eficiência Energética (PEE), da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O objetivo é mostrar como novas tecnologias, entre elas, o smart grid, podem fomentar serviços melhores. O ambiente reproduz parte de uma vila de casas típica de um subúrbio carioca, embora tenha referências a pontos turísticos da cidade do Rio de Janeiro, como o calçadão de Copacabana, o morro Dois Irmãos e o mar. Nele, os visitantes poderão ver como funciona o fornecimento de eletricidade, partindo da subestação e chegando às residências – e os problemas que podem ocorrer em instalações com “gatos” e furto de energia. A casa exibe um medidor inteligente, que permite o acompanhamento em tempo real do consumo elétrico, e tomadas inteligentes, nas quais é possível verificar o consumo de cada aparelho ligado nelas. Na garagem simulada da residência, há um terminal de recarga inteligente, destinado a carros elétricos. “Tudo isso faz com que o cliente passe a ter um poder de gestão de seu consumo elétrico que antes ele não tinha”, explica Paulo Bicalho, gerente do Instituto Light. Além da tecnologia de smart grid, a casa apresenta soluções de eficiência energética que também ajudam a reduzir o consumo. Estão presentes lâmpadas de LED, o Solatube (que capta, conduz e espalha a luz solar de forma homogênea no interior da residência) e o Rewatt, sistema instalado junto a chuveiros elétricos e que recicla a energia térmica da água do banho. “Esse sistema chega a reduzir o consumo de um chuveiro elétrico em até 45%”, conta Estela Alves, especialista em marketing da companhia. Saiba como conhecer a casa do futuro. (www.museulight.com.br). Na 15ª edição do Rio Wireless, a adoção do smart grid será tema de debate entre os especialistas no painel Cidades Conectadas - O desafio das Metrópoles. (Convergência Digital – 13.04.2015)

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2 Programa de eficiência energética gera economia de 3,6 GWh/ano, segundo Aneel

De 2008 até o fim do ano de 2014, a Aneel contabilizou 1.412 projetos de eficiência energética apresentados pelas concessionárias, com investimentos de R$ 4,04 bilhões. Em 2014, o valor investido foi de R$ 342,8 milhões. Esses projetos envolvem iniciativas relacionadas ao aquecimento solar, baixa renda, à gestão energética municipal, à cogeração, entre outros. Ao todo, houve uma economia de energia da ordem de 3.616 GWh/ano. No mesmo período, também foram realizadas substituições ou implantação de equipamentos para combater o desperdício de energia, como trocas de geladeiras, aparelhos condicionadores de ar tipo janela e split, chuveiros elétricos, além de lâmpadas fluorescentes compactas e tubulares por modelos mais eficientes, como as de LED, que são mais econômicas. A execução dos projetos possibilitou a diminuição da demanda no horário de ponta de 1.171 MW, o que contribuiu para reduzir a necessidade de investimentos na expansão da oferta. As distribuidoras devem aplicar, anualmente, no mínimo 0,5% de sua receita operacional líquida em ações que tenham por objetivo o combate ao desperdício de energia elétrica. Os projetos podem ser apresentados à Aneel a qualquer momento, por meio de arquivos eletrônicos. Os proponentes devem observar as diretrizes estabelecidas nos Procedimentos do Programa de Eficiência Energética. (Agência CanalEnergia – 08.04.2015) 

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Perspectivas da Matriz Elétrica

1 € 50,5 bilhões foram investidos nos três primeiros meses de 2015 em energias limpas

Cerca de € 50,5 bilhões foram investidos nos três primeiros meses de 2015, o menor nível desde o 1º trimestre de 2013, quando foram gastos € 43,1 bilhões, de acordo com pesquisa do Bloomberg New Energy Finance. O valor há um ano era € 59,3 bilhões. A alta do dólar e investimentos menores de nações que investiram bastante no ano passado foram pontos importantes para esta situação, disse a companhia londrina. A questão principal é entender como as energias limpas serão afetadas pela queda vertiginosa do preço do petróleo e estes números indicam que “não serão muito”, de acordo com Michael Liebreich, presidente da companhia. A Europa investiu 30% menos que no ano passado (€ 9,7 bilhões), enquanto a China gastou 24% a menos (€11 bilhões). O Brasil chamou a atenção negativamente ao investir 62% menos (€1,1 bilhão). (EV Wind – Espanha – 10.04.2015) 

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2 ABEEólica: pico de geração eólica alcançou 2,3 GW médios em 2014

A energia eólica alcançou um pico histórico de 2.315 MW médios gerados às 17:44 horas em 25 de novembro de 2014. Segundo dados obtidos com exclusividade pela Agência CanalEnergia, esse volume foi o responsável pelo abastecimento de 21% da carga do subsistema Nordeste e com um fator de capacidade de 81%. Na média, a geração eólica no ano de 2014 ficou na casa de 1.332 MW médios. De acordo com a Associação Brasileira da Energia Eólica, tomando como base os dados da CCEE, o maior período de geração no ano passado ficou entre junho a dezembro de 2014. Foi nesse intervalo de tempo que novos parques começaram a operação comercial e, consequentemente, aumentou o volume de energia injetada na rede. Até maio de 2014 a geração eólica esteve no patamar próximo a 750 MW médios evoluindo para a casa de 1,8 GW médios no segundo semestre tendo como geração média mais elevada o mês de outubro quando foram registrados 2.081 MW médios. No acumulado do ano de 2014 o fator de capacidade médio ficou em 38,1%. Em janeiro o fator de capacidade da fonte eólica ficou em 35% e recuou até abril e maio, período em que ficou em 22%. Em junho esse patamar se elevou em 14 pontos porcentuais até chegar a 50% nos meses de agosto e outubro, ficando em 41% em novembro e 40% em dezembro. Segundo o balanço de 2014, que a ABEEólica está fechando, o Brasil encerrou o ano com 6,4 GW de capacidade instalada. A maior parte desses empreendimentos estão no Nordeste com 5 GW e o restante no Sul do país (aí incluindo nessa conta um parque de 28 MW no Rio de Janeiro). Esse volume representa 4,7% de participação na matriz elétrica nacional, até o momento, a quinta fonte em ordem de grandeza. (Agência CanalEnergia – 09.04.2015) 

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3 Fundo de investimentos pode financiar 8 mil MW no NE, diz Braga

O governo deve lançar nos próximos dias um fundo de investimentos de R$ 20 bilhões, formado com recursos públicos e privados e destinado à promoção de investimentos em energia eólica e solar no Nordeste. A proposta estruturada pelo BNDESPar, subsidiária do BNDES, prevê a aplicação desses recursos na ampliação da capacidade instalada na região em 8 mil MW, com participação de 49% da Chesf e de 51% de grandes consumidores de energia. “Pela primeira vez conseguimos por de pé um fundo de investimento fechado, no qual a Chesf funciona como um alavancador”, anunciou o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga. Braga disse que vai levar a proposta de financiamento do programa de expansão para a presidente Dilma Rousseff, que ele classificou com um esforço conjuntos dos setores privado e público. O fundo pode aliviar a pressão sobre a estatal e servir como alternativa para os consumidores eletrointensivos que hoje dependem de suprimento de energia das usinas hidrelétricas da Chesf. (Agência CanalEnergia – 08.04.2015) 

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4 'Tarifaço' torna energia solar viável na maior parte do país 


O "realismo tarifário" já acumula um aumento da ordem de 40% das tarifas cobradas pelas distribuidoras de energia, em média, no primeiro trimestre. Porém está abrindo espaço para a chamada geração de energia distribuída (microgeração), principalmente a partir de painéis solares fotovoltaicos. Ambientalmente sustentável, a alternativa pode reduzir o consumo na rede e aliviar o sistema elétrico nacional, que vive um período de estresse. De acordo com levantamento feito pela consultoria PSR, a geração distribuída a energia solar já é economicamente viável e interessante em 23 Estados e no Distrito Federal, exceto nos estados do Amazonas, Roraima e Amapá. O cálculo leva em consideração o grau de radiação solar em cada região e a tarifa de energia de cada distribuidora. "Em relação a 2013, o 'payback' [retorno do investimento] já caiu três anos em valores médios", afirmou Rafael Kelman, diretor da PSR responsável pelo levantamento. "As usinas melhores localizadas nas áreas de concessionárias com tarifas mais elevadas, se pagam em menos de seis anos. Vale lembrar que os módulos têm garantia de 20 anos ou mais. Então, do sétimo ano em diante, o sistema está pago e o usuário se beneficia da economia de energia." (Valor Econômico – 13.04.2015) 

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5 PSR: indústria de energia solar distribuída ainda tem dois entraves: o câmbio e o financiamento

A possível isenção de ICMS para a energia produzida pelos módulos solares pode estimular o setor. A proposta, defendida pelo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, é que o Confaz remova a tributação. Com isso, o usuário de energia solar passará a pagar ICMS apenas sobre a diferença entre a energia comprada da rede e a energia devolvida para o sistema, por meio da microgeração, modelo adotado apenas por MG. Segundo Rafael Kelman, diretor da PSR, a indústria de energia solar distribuída ainda tem dois entraves: o câmbio e o financiamento. Enquanto o primeiro pode prejudicar um pouco a disseminação da geração distribuída, o fato do sistema de geração distribuída a energia solar demandar um investimento inicial robusto pode dificultar os financiamentos, apesar de se mostrar uma tecnologia economicamente viável. O custo de instalação de projetos do tipo é da ordem de R$ 30 mil a R$ 40 mil. Para Kelman, porém, as linhas de financiamento do BNDES para investidores em usinas solares de grande porte, que negociam contratos em leilões de energia, vão viabilizar empréstimos do banco para a compra de equipamentos ou para ativar o plano de negócios de empresas de serviços de energia solar distribuída. (Valor Econômico – 13.04.2015) 

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6 Artigo de Klaus Töpfer: “O preço da revolução solar”

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, o ex-diretor executivo do programa da ONU para o Ambiente e ex-ministro alemão do Meio Ambiente, Klaus Töpfer, afirma que a energia solar é o futuro, não apenas por ser uma forma de energia renovável, mas porque beneficia o mercado. Segundo ele, a cada semana vê-se novos projetos de parques solares sendo assinados e com preços de produção da energia cada vez menores. Nigéria, Austrália, Índia e Dubai são alguns dos exemplos de regiões que já tem projetos em andamento. Segundo o ex-ministro, “com a criação de um marco jurídico estável, oferecendo garantias de crédito no contexto de acordos internacionais - e envolvendo bancos centrais em investimentos de grande escala -, os governos podem ajudar a tornar a energia solar mais acessível”. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 13.04.2015) 

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7 Ministro defende novas usinas nucleares e país pode ter 15 até 2050

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, afirmou nesta quarta-feira (8) que o Brasil continuará investindo em energia nuclear e deve chegar em 2050 com um total de 15 usinas do tipo produzindo eletricidade no país. Atualmente, o Brasil tem duas usinas nucleares em operação, Angra 1 e 2, no Rio de Janeiro, que juntas têm potência de 1.990 MW e produzem cerca de 3% da energia consumida no país. De acordo com Braga, na terça (7) o Ministério da Fazenda garantiu os recursos para a conclusão de Angra 3 que, segundo ele, deve entrar em operação até 2018. A usina terá potência de 1.405 MW. O ministro afirmou ainda que 21 pontos para instalação de novas usinas foram estudados e, no momento, o governo avalia quais deles devem receber as 4 novas usinas nucleares que planeja construir até 2030, chegando a um total de 7 no país. Ainda de acordo com ele, o plano prevê que outras 8 usinas sejam erguidas entre 2030 e 2050, levando o país a 15 usinas nucleares. “Sim, energia nuclear está dentro do plano estratégico [do governo]”, disse Braga. Ele apontou, entretanto, que os investimentos serão feitos sem descuidar de questões ambientais. O investimento em energia nuclear voltou a ser fortemente questionado a partir de março de 2011, quando um terremoto seguido de tsunami danificou a usina de Fukushima, no Japão, provocando a liberação de radiação. Para justificar a decisão do governo Brasileiro de manter investimentos na área, Braga alegou que outros países não desativaram usinas nucleares após o desastre de Fukushima. (G1 – 08.04.2015)

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8 Consumo de gás natural sobe 11,6% em 2014, diz ministério 


O consumo de gás natural cresceu 11,6% em 2014 em relação ao ano anterior, para 100 milhões de metros cúbicos diários, mostra o Boletim Mensal da Indústria do Gás Natural, do MME. Segundo o órgão, o destaque ficou por conta da demanda para geração de energia térmica e do segmento industrial. Para suprir parte do aumento no consumo, a oferta nacional cresceu 9%, para 48,3 milhões de metros cúbicos diários. Já a oferta de gás importado totalizou 51,71 metros cúbicos por dia. Nesse grupo, a regaseificação de GNL avançou expressivos 36,8% e a importação de gás boliviano cresceu 3,4%. A produção nacional total, que envolve o gás ofertado mais reinjeções, queimas e utilizações no processo, aumentou 13,2%, atingindo média anual de 87,4 milhões de metros cúbicos diários. Ainda de acordo com o MME, em dezembro, foi atingido o recorde histórico da produção nacional, com a marca de 95,2 milhões de metros cúbicos por dia. Em nota, o ministério ressaltou que em janeiro e fevereiro de 2015, a produção nacional superou esse patamar, segundo dados preliminares. (Valor Econômico – 14.04.2015)


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Mobilidade Elétrica

1 Prius no Brasil tem pacote de revisão a preço fixo

Que os carros híbridos, aqueles que utilizam dois motores, um elétrico e outro a gasolina, são um bom negócio em relação ao consumo de combustível já se sabe mas, quanto custa manter um veículos desses? O Prius é o primeiro híbrido vendido no país a ter pacote de revisão nacional com preço fechado. Segundo a Toyota os valores são iguais ao do Corolla. O plano de manutenção para o Prius, modelos 2013, 2014 e 2015 vendidos no Brasil prevê seis revisões ao longo de seis anos, além da garantia de três anos oferecida pela marca. A primeira revisão que é feita aos 10 mil km, ou 12 meses, custa R$ 206,96. A última, aos 60 mil km sai por R$ 781,46. Além disso, a troca da bateria, que alimenta o motor elétrico, tem preço fixo de R$ 9.900, incluindo mão-de-obra. Segundo a fábrica a bateria do Prius tem vida útil de cerca de 10 anos. O Prius foi lançado no Japão em 1997 e no Brasil chegou em 2013. Até o mês passado a Toyota vendeu 429 unidades do híbrido no País. O preço atual do Prius no mercado brasileiro é de R$ 114.350. (JC Online – 14.04.2015) 

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2 Aumenta número de veículos elétricos na Ásia

Na Ásia, há tendência interessante de crescimento de penetração de veículos elétricos, especialmente, os de três rodas, sobretudo, em países como a Índia e Filipinas. Na Índia, os elétricos de três rodas chamados E-riquixás são cada vez mais utilizados em cidades como Delhi. O governo da Índia, também, está fornecendo novos regulamentos para os e-rickshaws. Nas Filipinas há adaptações curiosas, a exemplo do trike, que é uma motocicleta adaptada para transportar os passageiros. O tipo acima está sendo substituído por um outro modelo semelhante, um tipo de triciclo elétrico (ver outra foto abaixo), que é chamado de e-trike. A tecnologia avançada é usado para gerenciar vários aspectos de energia elétrica impulsionada por três rodas. A empresa de Serviço Global Mobility, Inc. (GMS) realizou uma pesquisa em Metro Manila, ocorrida entre setembro 2014 e janeiro 2015. Eles utilizaram triciclos elétricos com tecnologias de sensoriamento proprietários e TIC, tais como sistemas de controle remoto de veículos, de autenticação tarifária e anti- sistema de roubo. A empresa planeja começar a oferecer os serviços em breve. (Eeherald -13.04.2015) 

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3 Produção de carros elétricos na China aumenta cerca de 500%

As vendas de automóveis da China cresceram 3,9% em termos anuais, chegando a 61,53 milhões de unidades no primeiro trimestre de 2015, revelou hoje uma associação da indústria. Ao mesmo tempo, a produção chinesa de veículos foi de 62,02 milhões de unidades, um crescimento anual de 5,26%. A taxa também significa uma redução notável em comparação ao aumento de 9,2% registrado nos primeiros três meses de 2014 e o de 7,3% para todo o ano passado. Entre janeiro e março, as vendas de veículos comerciais caíram 19,48% em termos anuais, enquanto a produção diminuiu anualmente 18,44%. As vendas de automóveis de passageiros de marcas chinesas responderam por 43,21% do mercado de carros de passageiros da China, um aumento anual de 4,23 pontos percentuais. Além disso, a produção de veículos de nova energia triplicou anualmente atingindo 25,4 mil unidades, informou o Ministério da Indústria e Informatização. A produção de carros de passageiros elétricos registrou um crescimento anual de 400% chegando a 11 mil unidades, com carros híbridos elétricos aumentando cerca de 500% para 7.257 nos primeiros três meses do ano. As produções de veículos comerciais elétricos e híbridos elétricos subiram anualmente 500% e 61%, respectivamente. (CRI – 10.04.2015) 

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4 China deve superar Estados Unidos em vendas de veículos elétricos

Carros movidos a bateria elétrica são mais procurados na China do que nunca. Depois de cinco anos de incentivos do governo chinês, para compra de carros elétricos, a transição para a energia elétrica está pegando velocidade. A BYD, fabricante de ônibus elétricos, carro totalmente elétrico e veículos plug-in, com sede em Shenzhen, está ganhando mercado rapidamente, na China. Com fortes vendas em 2014, o preço das ações da BYD saltou há alguns dias, e manteve-se estável em preço elevado. Junto com sucessos da BYD, os mais otimistas sobre o mercado de carros elétricos chinês, estão comprando também outros modelos. A BMW, por exemplo, prevê que a China superará, em breve, os Estados Unidos da América como o maior mercado de veículos elétricos do mundo. De acordo com o International Business Times, a BYD, que é parcialmente controlada por Warren Buffett Berkshire Hathaway Inc, registrou a maior receita até aqui, mas houve queda no lucro em 2014. (Clean Techinica – 12.04.2015) 

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5 Vendas de veículos elétricos plug-in no Reino Unido crescem 984%

Pouco antes do Natal de 2010, o então secretário de transporte britânico, Philip Hammond, declarou que 2011 seria o ano do carro elétrico, no Reino Unido. Ele não poderia ter sido mais errado. No entanto, se ele tivesse dito que 2015 seria o ano dos VEs - a história poderia julga-lo como um profético. Os números da indústria automobilística do Reino Unido esta semana sugerem que os consumidores podem ter, finalmente, acordado para a revolução elétrica. Em março de 2015, foram vendidos mais de 6.000 carros "plug-in", em comparação com cerca de 1.200, em março 2014, representando, portanto, aumento em torno de 500%. Os Híbridos plug-in - que têm um motor convencional, bem como um motor elétrico - viu a ascensão das vendas por 984% sobre o mesmo período, de acordo com a Sociedade de Fabricantes e Comerciantes de Motor (SMMT). Dada a queda do preço do petróleo, que fez o automobilismo convencional mais barato, você pode ter pensado que os veículos elétricos estariam caindo em desuso. (Huffingtonpost – 11.04.2015) 

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Economia de Baixo Carbono

1 Alta Floresta: Parque do Cristalino poderá gerar crédito de carbono

O governador do estado de Mato Grosso, Pedro Taques, assinou um termo de cooperação técnica com a Permian Global, empresa de investimentos para proteção e recuperação de florestas naturais, com o objetivo de gerar créditos de carbono no Parque Nacional do Cristalino, para vender no mercado mundial. O parque nacional do Cristalino possui quase 185 mil hectares, está localizado na região de Alta Floresta, norte do estado, possui biodiversidade e localização estratégica, potencial ecoturistico e agora poderá também gerar crédito de carbono, produzido pela floresta em pé. A empresa fará o projeto de avaliação da quantidade e da qualidade da floresta natural, medir o estoque de carbono existente para comercializar e gerar receita para o estado. “O governo vai trabalhar com a Permian no formato de parceria, para trabalhar mecanismos de mercado, transformando florestas em pé em valor agregado e econômico, ou seja, com mecanismo que permita remunerar o proprietário ou o próprio governo através das unidades de conservação”, disse Miguel Milano, diretor de Permian Global. A secretaria de meio ambiente – SEMA, acompanhará o projeto, que vai elaborar uma legislação que regulamente a comercialização dos ativos florestais. (Nativa News – 15.04.2015) 

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Modelos Setoriais Para a “Cidade do Futuro“

1 Internet das coisas provoca revolução digital no mundo e na vida das pessoas

Em todo o mundo estão sendo desenvolvidos sistemas interligados e inteligentes que permitem que tudo ao nosso redor esteja interconectado, prestando mais e melhores serviços. É a internet das coisas (internet of things - IoT), uma revolução digital no mundo tecnológico. A conectividade entre objetos por meio da web será cada vez maior. Máquinas, dispositivos, sensores, automóveis, câmeras e outras coisas buscam otimizar o cotidiano das pessoas, melhorar operações do dia a dia e economizar tempo, dinheiro e até mesmo vidas. Num futuro não muito distante, será comum conectar casas, escritórios, fábricas e até cidades. Para Claudio Saes, diretor do Bell Labs Consulting, algumas empresas de logística utilizam sensores e base de dados para rastreamento e localização de cargas utilizando estas mesmas tecnologias. Envolvido com a implantação de redes 4G e HetNet, bem como o desenvolvimento de tecnologia SDN/NFV, para a Alcatel-Lucent, uma empresa global de telecomunicações sediada na França, Saes define a internet das coisas como uma tecnologia na qual diversos dispositivos conectados a servidores fornecem dados medidos ou obtidos por sensores, alarmes e outras formas de medição. (DINO – 13.04.2015) 

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2 Los Angeles: Iluminação à distância de um ‘clique’

Com um orçamento de 14 milhões de dólares, a cidade norte-americana de Los Angeles quer implementar uma iniciativa ambiciosa para a sua iluminação pública: conseguir que, em dois a três anos, todas as luzes da metrópole sejam inteligentes. E tudo isto a partir das actuais 160 mil lâmpadas LED já existentes na ‘cidade dos anjos’. O projecto consiste na implementação de chips nas luminárias existentes, de forma a ligá-las à rede de telecomunicações móveis da cidade. A partir daí, e à distância de um ‘clique’, será possível controlar remotamente cada uma das lâmpadas – ligando-as, desligando-as ou variando a intensidade da luz, consoante as necessidades. Desta forma, a cidade está preparada para colocar às escuras áreas específicas para a filmagem de uma produção de Hollywood, por exemplo, ou aumentar a intensidade da luz em locais de acidente, por exemplo. Actualmente, a cidade consegue controlar remotamente um terço dos equipamentos de iluminação pública, embora o anterior sistema não possua ainda tecnologia GPS acoplada. Um cenário que, com o actual projecto, está prestes a mudar. A incorporação GPS permite, também, uma maior cooperação com as forças de emergência, o que abre possibilidades de resposta através das luzes. (Revista Smart Cities – 14.04.2015) 

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Biblioteca Virtual do SEE

1 TÖPFER, Klaus. “O preço da revolução solar”. Valor Econômico. São Paulo, 13 de abril de 2015.

Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

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Equipe de Pesquisa UFRJ e CPFL
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditor: Fabiano Lacombe
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Daniel Ferolla, Daniel Langone, Eduardo Mattos, Hugo Bastos, Kamaiaji Souza, Kesia da Silva Braga.

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos de vista da CPFL e da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

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